É Melhor Fazer do que Falar

A Parábola dos Dois Filhos nos ensina sobre dois tipos de pessoas na sua relação com Deus. No contexto Jesus estava Se referindo aos judeus religiosos praticantes do judaísmo em contraste com pessoas consideradas pecadoras e sem chance de serem salvas. Aqueles que, pela lógica, teriam mais sensibilidade espiritual estavam rejeitando o caminho da justiça (v.32), mas os publicanos e prostitutas estavam crendo no evangelho.    

 

O chamado

Deus chama a todos. Na parábola, o pai não fez uma proposta diferente para os dois filhos. Para Deus todos são iguais; Ele não discrimina ninguém. O chamado para o Seu Reino é universal! Nenhum ser humano jamais foi rejeitado, ninguém foi destinado para a perdição. O Pai ama Seus filhos com igualdade e equidade; não tem filhos prediletos, não trata alguns de forma especial usando dois pesos e duas medidas.  

Ele chama para uma ação. O Pai disse: “Filho, vá trabalhar hoje na vinha” (v.28). A proposta do evangelho não é nos levar para o céu! A salvação (libertação do pecado) não é propósito eterno de Deus, mas o meio para voltarmos ao propósito original, que é o relacionamento com Ele. O pecado (queda) nos desviou do propósito, Jesus veio “consertou” o problema. Isto quer dizer que temos uma missão. O Pai nos chamou para trabalhar. Não estamos aqui para simplesmente participarmos de eventos e programações, mas para dar glória a Ele. E o que O glorifica é: “Meu Pai é glorificado pelo fato de vocês darem muito fruto; e assim serão meus discípulos” (João 15:8).

Trabalhar na vinha tem a ver com produzir fruto, o que implica em cultivo, cuidado, amadurecimento, colheita… Está falando de pessoas, gente, salvação de vidas. Ele nos chama para semear o evangelho e colher os frutos. Foi por isso que a última ordem dada por Jesus foi: “Vão e façam discípulos… batizando-os..., e ensinando-os a obedecer” (Mateus 28:19-20). Os judeus haviam se tornado extremamente exclusivistas. Excluíram as pessoas em vez de incluir. E Jesus estava dizendo que isso precisava mudar!

 

O “não” que vira “sim” 

O primeiro filho disse: “Não quero! Mas depois mudou de ideia e foi” (v. 29). Existem pessoas que não querem ouvir o evangelho e até mesmo hostilizam os que o pregam. Ou são anti-religião, ou extremamente religiosos. Bloqueiam a mente e o coração por conta de decepções ou opiniões formadas, das quais se recusam a abrir mão. Mas em algum momento de suas vidas mudam de ideia. Talvez porque vêem alguém viver e pregar o evangelho de maneira distinta. Assim foi Jesus - “... As multidões estavam maravilhadas com o seu ensino, porque ele as ensinava como quem tem autoridade, e não como os mestres da lei” (Mateus 7:28-29). Suas atitudes eram de amor e não de imposição. Ele não discriminava nem condenava os pecadores, pelo contrário, sentava com eles e se identificava com suas dores e mazelas da alma. Então as pessoas prestavam atenção ao que Ele falava. Quando o mesmo acontece hoje, as pessoas mudam de ideia! Elas se abrem e se entregam, porque a mensagem da graça e do amor de Deus é irresistível. Primeiramente dizem não, mas depois se rendem tornando-se comprometidas e fiéis!

 

O “sim” que vira “não”

O Segundo filho disse: “Sim, senhor! Mas não foi” (v. 30). Ele representa o segundo tipo de pessoa. Recebeu o mesmo chamado, a mesma atenção e o mesmo privilégio. São aqueles que se empolgam, que prontamente dizem “sim” ao evangelho, mas depois não prosseguem. Não necessariamente saem da Igreja, apenas não fazem o que o Pai mandou - trabalhar na vinha! Na prática, não estão envolvidos. Querem o fruto da vinha, mas não querem trabalhar nela; querem o que o Pai tem para oferecer, mas não querem o confronto, apenas o conforto. Tiago diz: “... A fé, por si só, se não for acompanhada de obras, está morta” (Tiago 2:17). A inoperância invalida a fé.

Trabalhar na vinha não é fazer o que se gosta ou o que se quer, mas é produzir fruto. É se envolver com pessoas, como Jesus fazia. É plantar a semente e cultivar, cuidar das pessoas dedicando tempo e atenção. Batizar e ensinar é um chamado a todos os cristãos, não apenas a alguns. Publicanos e prostitutas (pessoas de má reputação diante da sociedade) estão entrando no Reino de Deus antes dos religiosos. Qual a razão? Arrependimento! Disseram não, mas mudaram de ideia. Dizer sim com a atitude é melhor do que dizer sim com a boca! - “Qual dos dois fez a vontade do pai?” (v. 31).

Este é o dia da oportunidade. Se até agora você disse não, é tempo de mudar de ideia. Envolva-se nesse projeto de vida fascinante, que é seguir Jesus e expandir o Seu Reino na Terra. E você que não tem sido fiel ao chamado, que com o tempo perdeu o entusiasmo, volte à proposta inicial e ande em fidelidade. Recomece! Torne o seu sim, sim!

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