O Perfeito Amor

João é conhecido como “o apóstolo do amor”, o discípulo “a quem Jesus amava” (João 13:23). Dos doze, era o que tinha mais intimidade com o Mestre. Portanto, podia falar com autoridade sobre o tema. João, como nenhum outro apóstolo, nos leva a refletir sobre o amor divino. Portanto, o perfeito amor:

1. É a essência de Deus (I João 4:7-9). O sinal definitivo de que alguém é nascido de Deus é o amor, pois Deus é amor! Ele manifestou o Seu amor à humanidade Se entregando. Quem nasce de Deus tem em si a mesma essência. Sua natureza se torna doadora e não mais consumidora; antes lhe era inadmissível sofrer prejuízo, mas hoje está pronto a perder, sofrer o dano, pois seu foco está em dar e não mais em receber.

O corpo humano absorve o que é bom e libera o que é ruim, porque é um consumidor. Mas o sopro de Deus é vida, porque Ele não consome! Sua natureza é cem por cento doadora. Em Cristo Jesus, nossa natureza é transformada. Quando a essência doadora de Deus entra em nós, nosso foco não está mais em consumir, reivindicar direitos, brigar por nossas razões, e sim doar, amar... Essa postura produz vida.  

2. É o reflexo de Deus (I João 4:10-12). A referência de amor está em Deus, nunca no homem. O conceito de amor humano é centrado nele mesmo, mas o amor de Deus é cem por cento despojado de Si mesmo. Tem a ver com sacrifício, dor, despojamento em favor dos outros. João diz que ninguém jamais viu a Deus, mas, se Ele é amor, então, quando alguém expressa o Seu amor, podemos ver Deus através dele!

Pregar o evangelho não se faz só com a boca, pois amor é ação. “Terceirizar” a pregação para podermos continuar vivendo sem prejuízo de nada não é amor! Amar o próximo é dedicar tempo, é estar disposto a interromper a agenda para socorrer alguém, é abrir mão da conta bancária, etc. Fale, sim, do evangelho, mas nunca esqueça de que é pela prática do amor que as pessoas verão Deus em você e O conhecerão!

3. Mantém a conexão com o Pai (I João 4:13-15). A única maneira de sabermos que permanecemos nEle (o Pai) é pela presença e ação do Espírito em e através de nós, e isso se faz confessando publicamente que Jesus é o Filho de Deus (v.15). Confessar é concordar. É tornar pública a nossa fé por meio de palavras e ações.

Quem não cumpre sua missão, não precisa do Espírito, por isso não tem razão para permanecer nEle. Por que tantas pessoas não permanecem na fé? Começaram muito bem, mas depois se afastaram de Deus e da comunhão com os irmãos? Talvez entenderam errado o evangelho, achando que Jesus veio propor apenas qualidade de vida. Se você quer permanecer em Deus e que Ele permaneça em você, não cesse de confessar publicamente que Jesus é o Filho de Deus.

4. Afasta o medo (I João 4:16-18). Se conhecemos o amor que Deus tem por nós, nós confiamos nesse amor, pois Ele é amor! Quem se relaciona em amor com o Deus do amor, não precisa temer a condenação eterna. O medo supõe castigo, mas o amor gera confiança. Qual pai gostaria que seu filho estivesse em casa pela força do medo?

Muitos querem ir para o céu só porque não querem ir para o inferno, não porque amam a Deus. Vivem debaixo de regras religiosas amedrontadoras e opressoras, por isso não têm certeza da salvação. Porém, quem ama a Deus anseia por estar com Ele eternamente, e não tem medo do inferno! A única resposta que Ele espera de nós é de amor. Se amamos a Deus, vamos resistir às propostas do pecado de maneira resolvida e leve. Essa consciência aperfeiçoa o amor em nós e afasta todo medo!

5. É incondicional (I João 4:19-21). O amor humano é imperfeito, limitado, inconstante, volúvel… Mas o amor que vem de Deus é perfeito! Quando João diz “nós amamos porque ele nos amou primeiro”, está se referindo ao ágape (do grego - amor que se doa, se entrega sem exigir nada, incondicional). Quando a revelação do ágape entra em nós pelo Espírito, passamos a amar a Deus, pois é impossível não amar a quem nos amou tanto!

Faz algum sentido amar alguém a quem não vemos? Jesus disse a Tomé: “Felizes os que não viram e creram” (João 20:29). Referências visuais são necessárias quando falta a ação do Espírito. Quem ama a Deus, a quem não vê, facilmente amará seu irmão, a quem vê. Quem não depende de referências visuais, ama “cegamente”, sem olhar os defeitos, limitações, neuras, inconstâncias, e as tantas feiuras de alma das pessoas.

6. Livra-nos de todo peso (I João 5:1-3). Todo aquele que é nascido de Deus, ama o Pai e ama também o que dEle foi gerado - A Igreja. Sabemos que amamos os filhos de Deus obedecendo aos Seus mandamentos (v.2), porque os mandamentos têm a ver com relacionamentos (serviço, evangelismo, comunhão, discipulado…).

E os Seus mandamentos não são pesados. Por que? Simples: quem entende o que Jesus fez, amando a ponto de dar Sua própria vida, jamais vai considerar pesado fazer qualquer coisa que Ele pedir! As palavras “graça” e “gratidão” têm a mesma raiz. A graça nos torna gratos. É a eterna gratidão que nos move! Andar nessa revelação faz toda diferença. Seus mandamentos não são pesados! Amo meus irmãos e me dedico a eles, porque amo Quem os gerou!

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