A Mente de Cristo V

Este princípio tem como fonte o Deus Triuno. Fomos criados por Deus para sermos uma extensão da comunidade divina. A unidade com diversidade só se efetiva por meio de um pacto, uma acordo, ou aliança. 

Antes da própria criação, Deus desfrutava de uma comunidade. “A natureza trina de Deus significa que Deus é social ou relacional - Deus é a ‘trindade social’. E, por essa razão, podemos dizer que Deus é ‘comunidade’. Deus é a comunidade do Pai, do Filho e do Espírito, que desfrutam de comunhão perfeita e eterna” (Stanley Grenz). 

Deus Elohim, no termo hebraico citado em Gênesis 1:1-3, é plural. O Pai, o Verbo e o Espírito estavam todos envolvidos na criação do mundo, como uma equipe. 

Este princípio é uma extensão do princípio da individualidade. “A grande riqueza reside em nos completarmos e dependermos uns dos outros conforme as nossas individualidades, decidindo internamente andarmos juntos por um propósito maior, apesar das diferenças" (Cartaxo, 2018). 

O acordo de unidade interna produz união externa nas esferas do lar, governo, economia e comunidade. “Uma união voluntária resulta quando Deus trabalha através de homens de caráter cristão para que amem ao próximo, respeitem sua propriedade, e vivam debaixo das justas leis em uma república cristã” (Youmans, 2015). 

 

O que diz o sistema do mundo

O princípio da aliança, ou união, antagoniza com o individualismo, o sectarismo, as facções e os conflitos predominantes e crescentes em nossa sociedade, que se reflete no marxismo cultural. Karl Marx dizia que as relações econômicas é que sustentam a cultura de uma sociedade. Elas determinam a moral, as relações políticas, o direito da sociedade, o modelo de família, a religião, a arte, etc. Segundo ele, existe a classe dos capitalistas e a classe dos proletários. A ideia de Marx era promover o conflito entre eles, e assim, derrubando o modelo capitalista de produção, cairia toda a cultura ocidental (a moral burguesa, a arte burguesa, etc.). 

No século 20 um pensador chamado Antonio Gramsci deu uma nova roupagem ao marxismo, apenas invertendo a ordem entre a estrutura da sociedade e a cultura. Ele entendeu que é a cultura (a moral, a arte, o modelo de família, a religião, o direito,...) que dá sustentação à economia capitalista. Segundo ele, é preciso gerar conflito, não mais entre os agentes econômicos, mas entre os agentes de cada um desses aspectos da cultura ocidental, na intenção de derrubar o modelo econômico capitalista. Os ativistas de tal ideologia têm usado a Declaração Universal dos Direitos Humanos como tática para promover a luta das minorias, o conflito entre patrões e empregados, negros e brancos, homens e mulheres, heterossexuais e homossexuais, etc., na intenção de promover o socialismo no mundo. É o marxismo infiltrado há décadas nas universidades, como também na cultura em geral, por meio da literatura, dos filmes, das novelas e da mídia! 

 

Como vencer essa influência

1. Nas relações sociais. Essa mentalidade facciosa afetou os cristãos de forma bem sutil, o que foi também profetizado: “Nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens são egoístas, sem amor pela família, irreconciliáveis,... traidores,... soberbos…”. (II Timóteo 3:1-4). Há um desprezo ao princípio da aliança como nunca visto. E um dos sinais desse descaso é a deslealdade e a infidelidade. A Bíblia diz que, se fizermos um voto, devemos cumpri-lo (Eclesiastes 5:4-6). Isso se chama compromisso, sustentar uma escolha! Jesus também falou sobre o poder da nossa palavra (Mateus 5:37). 

2. No casamento. O enfraquecimento desse princípio se vê também nos lares cristãos, onde o divórcio já se tornou perfeitamente aceitável! O casamento é a mais elevada expressão de aliança na terra porque ele representa o pacto de Cristo com a Igreja. A inversão de papéis, o empoderamento da mulher e a passividade dos homens reflete a cegueira espiritual quanto à aliança de Cristo com a Igreja. O movimento feminista, que emerge da resistência ao modelo patriarcal de família e invadiu o ambiente da Igreja, é só um retrato da mulher (Igreja) que quer viver independente do seu marido (Jesus)! 

A mulher que não respeita o marido está empoderada, mas sem autoridade. A relação desconfigurada entre o marido e a esposa é uma propaganda enganosa aos filhos sobre Cristo e a Igreja. Quando o marido não convive com entendimento com a esposa as suas orações são impedidas (I Pedro 3:7). Por outro lado, o sinal de autoridade da mulher é a submissão ao seu marido (I Coríntios 11:3, 8-10). Quando uma mulher ora, os anjos a identificam nas regiões celestiais, e se ela não tem essa marca de autoridade, eles nada podem fazer. Isso explica o enfraquecimento da Igreja na batalha espiritual!

3. Na Igreja. Essa influência mundana afetou também a família espiritual, a Igreja enquanto corpo. As divisões, facções, guerras e dissensões, denunciam a dureza de coração, que Jesus Se referiu como sendo a causa dos divórcios (Mateus 19:8). As divisões na Igreja revelam soberba, individualismo e independência. Não se pode viver Igreja sem o princípio da aliança (Romanos 12:4-5). As diferenças não são para nos separar, mas sim para nos completar e harmonizar os nossos relacionamentos. A oração sacerdotal de Jesus revela que a chave para ganhar o mundo é a aliança (João 17:21). 

Deixe-se transformar pela renovação da sua mente, a mente de Cristo! (Rm 12:2)

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