Carta à Igreja de Tiatira

Tiatira  era uma cidade da província romana da Ásia, atualmente Turquia Asiática.  Cidade forte em comércio, era também corredor de acesso a outras cidades importantes como Pérgamo e Laudicéia. Também possuía fronteira bélica com Ásia. Centro de comércio, negociava  tinturaria, feitura de vestes, cerâmicas e trabalhos em bronze, figurava como forte local de negócios. O materialismo e a idolatria imperavam nesta cidade.

Esta carta transcreve uma  disputa profética. João em Patmos, teve condições de fazer valer seu papel de influenciador  das igrejas, ainda que distante fisicamente, o fez de maneira intensa através de palavras.

O termo Jezabel, empregado pelo profeta, faz referência à postura iníqua de uma idólatra. Possivelmente essa mulher tenha buscado uma certa medida de associação com a cultura e imoralidade pagã da localidade, desejando aplicá-la dentro da igreja, o que leva então uma forte postura de João em advertência à essa associação intolerável, indevida e inegociável.

Nesta carta, ou neste edito profético, JESUS  se apresenta como o FILHO DE DEUS. Deixa muito claro sua força, autoridade e poder (v.18).

 

Uma igreja atuante

O Senhor inicia com relato bem específico e claro da atuação da igreja em meio ao povo (v.19):

  1. Conheço suas obras, não era apática;

  2. O teu temor, reverência;

  3. A sua fé, paixão pelo Senhor;

  4. O teu serviço, trabalhadora e atuante;

  5. Sua perseverança, não apóstata;

  6. Últimas obras, intensidade.

 

Tolerância que gera morte (v.20)

A palavra tolerares no grego significa eaw/eao, o mesmo que conceder, permitir, que alguém faça o que deseja, não reprimir, deixar agir.

A ação de Jezabel (1 Reis 21) pressupõe uma doutrina enganosa de sedução e persuasão:

  1. Mata inocente;

  2. Rouba heranças;

  3. Alimenta a alma de Acabe. Não governa por hostilidade, mas manipulação;

  4. Institui idolatria para destruir a integridade da fé. 

  5. Alarga a porta "Entrem pela porta estreita, pois larga é a porta e amplo o caminho que leva à perdição, e são muitos os que entram por ela (Mateus 7:13);

  6. Confronto velado ao profético.

 

Jezabel se auto proclama profetiza ou com capacidade de conhecer o mundo espiritual, trazendo falsos ensinos e também seduzindo os servos do Senhor. Pervertendo práticas coerentes à palavra de Deus, induzindo ao erro aqueles que deveriam servir ao Senhor, levando a prostituição (moral, conjunção carnal e espiritual, e a comerem coisas consagradas a ídolos), anulando a diferença entre o SANTO e o PROFANO “Ai dos que chamam ao mal bem e ao bem, mal, que fazem das trevas luz e da luz, trevas, do amargo, doce e do doce, amargo” (Isaías 5:20).

 

A disputa pela liderança profética (v. 20)

O profeta aqui, destaca claramente uma batalha espiritual travada dentro da igreja, trazida para confundir a doutrina pura da palavra, com vistas a governar em lugar de Deus.

Pesquisas nos informam, que nesta cidade algumas mulheres exerciam poderes proféticos como Sibilas (sacerdotisa, adivinha que tinha como função transmitir os oráculos de Apolo, falso deus ). Recebia por forma de enigma e escrevia em folhas os oráculos a ela revelado, assim não se chamava sibila nome próprio, mas uma referência aquelas falsas profetizas, que se identificavam com Jezabel na sua prática. Prediz-se que em Tiatira havia um destes santuários a Apolo e consequentemente então, a influência destas mulheres na cultura da cidade.

Parece ser comum nas 7 proclamações denunciar grupos considerados hereges, como é o caso dos nicolaítas em Éfeso ou aos que “sustentam a doutrina de Balaão” em Pérgamo. O ensino dos nicolaítas, no caso de Éfeso, provavelmente foi trazido de fora para dentro da Igreja. No caso das Igrejas em Pérgamo e Tiatira parece que estes grupos não vêm de fora nem são o resultado de uma ingerência externa, ao contrário, emergem internamente, no seio das Igrejas (Fonte estudos: site teologia brasileira).

Este cenário da disputa profética, tem em mente o dispersar da igreja, criar contendas e divisões entre os irmãos, bem como o de desviar os santos dos caminhos da Nova Jerusalém. “Não havendo profecia, o povo se corrompe; mas o que guarda a lei, esse é feliz” (Provérbios 29:18).

Profetas é o mesmo que PROPHETES, intérpretes de revelações divinas, coisas espirituais, alguém movido pelo ESPÍRITO de Deus, um porta voz. Profetizar é o mesmo que PROPHETEUO, proclamar por inspirações divinas, pré-dizer, consolar, edificar e exortar. (1 Coríntios 14) Inimigo imita a Deus.

A igreja é o agente profético destes dias atuais (Apocalipse 19:10)

 

A firmeza e amor de Deus (v. 21-24)

Deus sempre tem uma primeira chamada ao arrependimento genuíno.

“Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento” (Mateus 3:8).

A palavra metanoia no grego significa mudança de mente, de propósito que se tinha. Então vem o decreto profético abrangente: Juízo de Deus sob os que fomentam tal procedimento, levando muitos a se perderem, e aqueles que se unem a estas práticas satânicas. Lúcifer caiu e levou terça parte com ele. Jezabel incitava, mas as pessoas replicavam as ações.

 

Eu preciso decidir (v.25)

A palavra grega para conservai é o mesmo que KRATEO. Ter poder, ser o chefe, ser mestre de, governar. A alma é um corpo invisível que dá muito trabalho! “De Deus não se zomba, aquilo que o homem plantar, isso colherá” (Gálatas 6:7).

 

Conclusão (v.26-29)

A responsabilidade da permanência desta influência é pessoal. Deus tem promessa aos que manterem-se fiéis!

 


Assista o culto completo

https://www.youtube.com/watch?v=Kpl7Csf46WA

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