Como será meu futuro?

Muitas pessoas vivem sem a mínima perspectiva de um futuro eterno. Obviamente que, para pensar em eternidade, tem que se pensar em morte, e isso não é agradável! Um estudo realizado por cientistas israelenses revela que o cérebro tem um mecanismo de defesa em relação à morte e impede que se pense nela. Segundo o psicólogo Arnaud Wisman, da Universidade de Kent, nas sociedades modernas as pessoas adotam comportamentos que classifica como "fuga" - em que procuram estar ocupadas em compras com as redes sociais e outras situações para não pensarem nem se preocuparem com a morte (Site Diário de Notícias - 19/10/2019). 

Uma grande maioria das pessoas diz que acredita em Deus e na vida após a morte, mas não dá a mínima para isso, pois seu projeto de vida em nada contempla os aspectos da eternidade. Vivem com o foco no aqui e agora, como se tudo o que existisse fosse apenas o que se vê diante dos olhos.

Mas têm também os que não acreditam na vida após a morte. Afirmam que a vida é curta, portanto precisam aproveitá-la ao máximo! Acham que tolos são os que não se entregam aos prazeres da vida. Estes não param para refletir na seguinte lógica: se aquele que vive na perspectiva da eternidade estiver errado (se vida após a morte não existe), seu “prejuízo” será pequeno, pois se limitará a esta curta vida; mas se aquele que não acredita em eternidade estiver errado (se existe vida após a morte), seu prejuízo será eterno, pois ficará separado de Deus, condenado eternamente, o que a Bíblia chama de inferno! Será que vale a pena arriscar?

O secularismo rouba a dignidade do ser humano, pois o coloca no mesmo nível dos animais, sem reflexão alguma sobre sua origem e sobre sua natureza eterna. Na parábola do rico insensato Jesus nos alerta sobre o perigo de cairmos na armadilha de ignorar nossa existência eterna. As riquezas e os atrativos desta vida nos prendem e nos afastam da verdadeira riqueza. Quando a perspectiva está apenas nesta vida terrena e não na eternidade, alguns dissabores nos sobrevêm:

1. Desavenças. Uma pessoa do meio da multidão pediu que Jesus interviesse numa briga de família por herança. Mas Jesus não tomou partido; simplesmente fez o homem refletir sobre a sua motivação. Pessoas matam umas às outras por causa de coisas. Guerras e separações acontecem, irmãos vão à justiça contra os próprios irmãos em busca dos seus direitos, enfim, relacionamentos são quebrados, tudo porque valorizam mais as coisas do que as pessoas!

2. Vida de aparências. Jesus disse: “Tomem cuidado! Protejam-se de todo tipo de ganância. A vida não é definida pelas coisas que vocês têm” (v.15). O mundo considera e respeita as pessoas pelo que elas têm e não pelo que são. Por que Jesus disse para tomarmos cuidado? Porque o meio em que vivemos pode nos fazer cair facilmente nessa armadilha! Compramos coisas para mostrar aos outros, e assim sermos aceitos, admirados e reconhecidos. Que atitude infeliz! Pois o que temos tem valor passageiro, mas o que somos tem valor eterno. Ao buscarmos aceitação pelo que temos ou pela aparência certamente nos rebaixamos ao último degrau da insensatez e nos frustramos nos relacionamentos!

3. Ganância. Aquele homem disse para si mesmo: “Você fez bem! Acumulou o suficiente para se aposentar. Agora esqueça as preocupações e aproveite a vida!”. Ganância e avareza andam juntas. Não é preciso ser rico para ser avarento! Avareza é amar o dinheiro. Paulo escreve: “Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos... pois o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males...” (I Tm 6:9-10). Existem pessoas que nunca se fartam em acumular bens e dinheiro, pois colocam sua segurança nas coisas. Mas essa segurança é ilusória, pois as coisas materiais são efêmeras e voláteis. Salomão escreveu: “Sabe o que acontece quando a ganância toma o controle? Quanto mais você tem, menos você é” (Pv 1:19).

4. Insensatez. Aquele homem não estava pensando na eternidade, por isso Jesus disse: “Tolo! Você vai morrer esta noite! E seu celeiro grande e abarrotado? Para quem ficará?” (v.20). Tolice não é acumular tesouro, mas acumular tesouros que não podem ser levados para a eternidade. Qualquer moeda, por mais valorizada que seja neste mundo, tem valor zero no Reino espiritual! É ridículo viver para trabalhar para comprar, e depois trabalhar para pagar. É um ciclo vicioso que acaba em nada! Mas existem valores eternos, os quais são baseados nos princípios estabelecidos por Deus. São valores espirituais, ligados ao caráter, ao que somos e não ao que temos. Estes, sim, devem ser acumulados. Jesus disse: “Mas acumulem para vocês tesouros nos céus, onde a traça e a ferrugem não destroem, e onde os ladrões não roubam nem furtam” (Mateus 6:20).

Conclusão. “É isso que acontece quando você enche seu celeiro do próprio eu, não de Deus” (v.21). Todos têm um celeiro! A diferença entre um e outro está no seu conteúdo Encher o celeiro do próprio “eu” não tem a ver apenas com dinheiro, mas com tudo o que este mundo pode oferecer. O egoísmo supre o celeiro da carne, da vontade e da satisfação próprias. Mas o amor supre o celeiro do espírito e nos faz ricos para com Deus. Que riqueza você está acumulando? Uma riqueza que tem valor efêmero, passageiro, ou uma riqueza que tem valor eterno? Não seja tolo, seja sábio!


 

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