É Melhor Dar do que Receber

É MELHOR DAR DO QUE RECEBER 

(Atos 20:35)

Neste texto o apóstolo Paulo refere-se à maneira como trabalhou entre os cristãos de Éfeso. Seu foco não estava em receber, mas em dar; por isso, nada exigiu nem reivindicou, apenas serviu com amor e dedicação. Esta é a mente renovada pelo evangelho, em contraste com a mente amoldada a este mundo, no qual a ideia de felicidade está somente em receber, lucrar, ganhar, acumular…, a qualquer custo.

Jesus disse que o dinheiro é um deus (Mamom). - “... Vocês não podem servir a Deus e a Mamom” (Mateus 6:24). O maior sinal de que uma pessoa é escrava desse deus é quando ela retém, acumula para si, em vez de repartir e doar - “...O homem é escravo daquilo que o domina” (II Pedro 2:19). A recusa em dar por medo de que vai faltar denuncia a segurança que uma pessoa deposita no dinheiro! Se as suas decisões da vida têm como referência unicamente o retorno financeiro, você é escravo de Mamom!

Por isso, só quem é liberto de Mamom pode vivenciar um princípio - o princípio da multiplicação. Quem é despojado contribui, doa, reparte, é generoso, ou seja, semeia! Paulo escreve: “… Aquele que semeia pouco, também colherá pouco, e aquele que semeia com fartura, também colherá fartamente… Vocês serão enriquecidos de todas as formas, para que possam ser generosos em qualquer ocasião...” (II Coríntios 9:6, 11).

Em duas ocasiões Jesus multiplicou pães e peixes. Uma delas está relatada em Lucas 9:12-17. Jesus pediu que os próprios discípulos dessem de comer àquela multidão. Quando voltam trazendo em suas mãos apenas cinco pães e dois peixes, Ele os segura em Suas mãos, olha para cima e os abençoa. Depois, Jesus começou a parti-lo ao meio e entregá-lo aos discípulos para que estes servissem ao povo. Distribuindo os pedaços de pão ao povo, eles os partiam ao meio repetidas vezes, do mesmo modo que haviam visto Jesus fazer. O milagre não aconteceu nas mãos do Mestre - ele aconteceu nas mãos dos discípulos! Duas condições chaves para que o princípio da multiplicação seja ativado:

 

1) Algo precisa ser abençoado antes que possa multiplicar. Antes que seu dinheiro possa multiplicar, ele precisa ser abençoado. Ou seja, ele precisa primeiro ser dado ao Senhor. Aqueles poucos pães e peixes foram entregues nas mãos de Jesus; Ele os abençoou primeiro e então partiu-os. Quando damos as primícias da nossa renda ao Senhor (o dízimo), o restante dela é abençoado. Este é o princípio que está em Romanos 11:16 - “Se é santa a parte da massa que é oferecida como primeiros frutos, toda a massa também o é; se a raiz é santa, os ramos também o serão”.

Quando entregamos as primícias ao Senhor (dizimando no lugar onde somos abençoados, na família da qual fazemos parte, no ambiente onde somos alimentados), expressamos honra a Deus. Quando você entrega seu dinheiro em primeiro lugar, o Senhor coloca a Sua bênção nele, e, então, somente então, ele tem a capacidade de se multiplicar. Vale repetir o que está em Provérbios 3:9-10: “Honre o Senhor com todos os seus recursos e com os primeiros frutos de todas as suas plantações; os seus celeiros ficarão plenamente cheios, e os seus barris transbordarão de vinho”.

 

2) Somente o que é dado pode multiplicar. Os pães e os peixes haviam sido abençoados, e assim tinham o potencial para se multiplicarem. Mas se os discípulos tivessem simplesmente comido entre eles, os pães e peixes teriam permanecido cinco pães e dois peixes; jamais teriam se multiplicado! Os discípulos tinham de dar para que pudesse ocorrer a multiplicação.

Às vezes os que entregam o dízimo dão pouco ou nada acima dele, por isso nunca vêem suas finanças multiplicarem. Na verdade, entregar o dízimo é simplesmente devolver a Deus aquilo que Ele disse que é dEle. Não podemos dar aquilo que realmente não nos pertence. Assim, o segundo princípio da multiplicação é que as finanças, acima e além do dízimo, devem ser compartilhadas se quisermos que elas se multipliquem.

Entregar o dízimo é sinal de fidelidade, sim, mas apenas uma face da moeda. Em Malaquias 3 Deus menciona não apenas dízimos, mas também ofertas - “Pode um homem roubar de Deus? Contudo vocês estão me roubando. E ainda perguntam: como é que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas (v.8). São os dízimos e as ofertas que tiram a maldição e repreendem as pragas (v.11). Inconstância, no entanto, traduz infidelidade. Segundo o Dicionário Houaiss, a palavra “fiel” corresponde ao “que se mostra constante”, em contraste com o que é ocasional.

Assim como os pães e peixes se multiplicaram nas mãos dos discípulos na medida em que partiam, também assim a nossa renda se multiplica quando repartimos o que Deus coloca em nossas mãos. Cada vez que ofertamos nas células, nas reuniões e cultos, como também nos projetos sociais e missionários, ou mesmo ao repartir com alguém necessitado, o princípio da multiplicação é ativado. Então, se você quer ver suas finanças se multiplicarem, não pare de abençoar pessoas!

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