Fuja da Aliança Destrutiva

Ser uma pessoa de aliança não é ser irresponsável. Existem alianças boas e ruins. Antes de entrarmos nelas, precisamos verificar se estão de acordo com a vontade de Deus e os princípios da palavra. Josué, por exemplo, caiu no engano quando, ao entrar na Terra Prometida fez aliança com um povo pagão: "Contudo, quando os habitantes de Gibeom souberam o que Josué tinha feito com Jericó e Ai, recorreram a um ardil" (Josué 9:4). Eles foram astutos; mandaram uma delegação a Josué vestindo roupas velhas, sandálias gastas e pães secos e esmigalhados para fazer de conta que vinham de uma terra distante, e disseram: "Somos seus servos, façam um acordo conosco" (9:11). Na sequência, o texto diz: "Os israelitas examinaram as provisões dos heveus, mas não consultaram ao Senhor. Então Josué fez um acordo de paz com eles, garantindo poupar-lhes a vida..." (9:14-15). Três dias depois souberam que os gibeonitas eram vizinhos, porém, por causa do juramento, tiveram que poupá-los. Quatrocentos anos mais tarde, Saul quebrou o acordo, e Israel pagou um alto preço por isso! (II Samuel 21). O problema foi que não consultaram ao Senhor. Consultar ao Senhor é a chave para não sermos enganados, e para isso temos a Bíblia! 

 

Não se case com descrentes 

A Bíblia deixa muito claro que não devemos nos associar com pessoas que não professam a mesma fé. As alianças que fazemos precisam ter um só ponto de convergência: Jesus. Paulo diz que não devemos nos colocar em jugo desigual com os descrentes (II Coríntios 6:14-16). O casamento é uma aliança de espírito, alma e corpo, portanto, de dentro para fora. Como alguém pode se casar com uma pessoa com quem não tem unidade de espírito?

Se o nosso corpo é templo do Espírito Santo (I Coríntios 6:19), podemos associá-lo ao templo dos ídolos? Não somos um povo exclusivista, mas somos exclusivos. Existe uma diferença entre o santo e o profano. Como cristãos, amamos a todos, mas não nos associamos com o mundo (II Coríntios 6:16-18).

 

Não seja sócio de um descrente

É  correto um cristão entrar em sociedade empresarial com um não crente? O texto em questão refere-se a qualquer tipo de associação. Não prender-se a um jugo desigual significa não fazer acordo com pessoas que não professam o evangelho, porque as motivações, os objetivos e os métodos de um cristão são incompatíveis com o mundo. O evangelho muda o caráter de uma pessoa, por isso sua ambição mais elevada é glorificar ao Senhor Jesus em tudo o que faz. Um descrente é, no mínimo, indiferente a tais ambições. O texto diz:  "... Que comunhão pode ter a luz com as trevas?". Comunhão é compartilhar coisas, ou seja, o que pertence a um também pertence a outro. 

 

Não tenha comunhão com hipócritas 

Outro tipo de associação errada é com pessoas que se dizem irmãos, mas agem ao contrário. Paulo, em sua carta aos coríntios, faz uma denúncia: "Mas agora estou lhes escrevendo que não devem associar-se com qualquer que, dizendo-se irmão, seja imoral, avarento, idólatra, caluniador, alcoólatra ou ladrão. Com tais pessoas vocês nem devem comer" (I Coríntios 5:11-12). É claro que esta não é uma lista exaustiva de atitudes pecaminosas. O que Paulo está dizendo é que não devemos manter comunhão com pessoas que se dizem cristãs, mas andam na prática do pecado e não se arrependem.

O apóstolo também diz: "Recomendo-lhes, irmãos, que tomem cuidado com aqueles que causam divisões e colocam obstáculos ao ensino que vocês têm recebido. Afastem-se deles" (Romanos 16:17); "Quanto àquele que provoca divisões, advirta-o uma primeira e uma segunda vez. Depois disso, rejeite-o" (Tito 3:10). 

E, por que não devemos nos associar com tais pessoas? -  "Não se deixem enganar. As más companhias corrompem os bons costumes" (I Coríntios 15:33). Outro motivo é que pessoas facciosas são amarguradas - "Cuidem que ninguém se exclua da graça de Deus; que  nenhuma raiz de amargura brote e cause perturbação, contaminando muitos" (Hebreus 12:15). A amargura contamina. Todo amargurado quer se auto-afirmar, procura pessoas para falar mal de seus ofensores, tentando convencê-las de que estão certas e provar que têm razão. A Bíblia também diz: "Irmãos, não falem mal uns dos outros…" (Tiago 4:11). Dar ouvidos aos que falam mal é associar-se a eles.

Mas, alguém pode questionar: "E onde está o amor? É correto julgar os outros". Bem, nosso fator de unidade deve ser sempre Cristo. Não vamos abraçar todo mundo em nome do amor. Muitos referem-se à parábola do trigo e do joio (Mateus 13:24-30) para justificar que não devemos julgar ou rejeitar; mas Jesus explicou essa parábola e deixou claro que o campo é o mundo, e não a igreja (Mateus 13:37-39). Na Igreja devemos, sim, julgar as questões, e não permitir que o pecado  se prolifere (I Coríntios 5:12).

Portanto, não tenha medo de ser íntegro! Evite pessoas que se associam ao pecado, à carnalidade, à divisão, à fofocas, calúnias e difamações. Não tire fotos com elas, não ande com elas. Seja gentil, amável, educado… Mas não ande em comunhão. É ensino bíblico! 

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