Mensagem IV

Já sabemos que os primeiros crentes em Cristo eram tão parecidos com Jesus que receberam o apelido de “cristãos”. A proposta do evangelho não é uma religião, mas um estilo de vida, centrado em Cristo. Não é uma tentativa de viver a vida de Cristo, mas é uma atitude consciente e voluntária de desistir de nós mesmos para que o próprio Cristo (pelo Seu Espírito) viva a vida dEle em e através de nós - “Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim…” (Gálatas 2:20).

Ser um cristão, portanto, não é somente tentar colocar em prática os ensinamentos de Cristo, mas incorporar, encarnar o próprio Cristo! A proposta de qualquer religião é que as pessoas se esforcem para seguir os ensinamentos do seu fundador; mas a proposta do Filho de Deus, Jesus, é que sejamos possuídos por Seu Espírito para encarnarmos os Seus princípios; porquanto, ninguém, por si mesmo, pode praticar Seus ensinamentos! 

 

É ser um discípulo

É impossível ser um cristão sem ser um discípulo de Cristo. Todo discípulo segue o seu mestre. Quem segue a Cristo tem o mesmo estilo de vida dEle; não tem ambições próprias, não vive mais para si mesmo - “E ele morreu por todos para que aqueles que vivem já não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” (II Coríntios 5:15). O discípulo assimilou a consciência de que está no mundo com o mesmo propósito para o qual seu Mestre veio - Ele veio para buscar e salvar o que se havia perdido (Lc 19:10); não para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate por muitos (Mc 10:45); para destruir as obras do Diabo (I Jo 3:8)...

Tudo o que um discípulo faz aqui na Terra tem o propósito de desenvolver o seu relacionamento com o Criador e Pai, como também servir em prol da reconciliação dos seus semelhantes com Deus - “Tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, ou seja, que Deus em Cristo estava reconciliando consigo o mundo…, e nos confiou a mensagem da reconciliação” (II Coríntios 5:18-19). Portanto, comer, beber, dormir, trabalhar, se exercitar, se divertir, congregar, orar, ensinar…, tudo mesmo, que um cristão faz, tem o fim de reconciliar pessoas com Deus, e ele o faz sempre com esta perspectiva! 

 

É tomar a sua cruz

Mas, esse estilo de vida é uma decisão de cada um. Jesus disse: “... Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá; mas quem perder a sua vida por minha causa e pelo evangelho, a salvará” (Marcos 8:34-35). Jesus nunca forçou nem pressionou, nunca arrombou a porta do coração de ninguém. “Querer” é a primeira condição. Muitas pessoas experimentam milagres e curas, gostam de ouvir a palavra, congregam numa igreja, participam de atividades ministeriais e projetos sociais, mas, simplesmente, não querem seguir Jesus… Por que? Porque é necessário negar-se a si mesmo e tomar a cruz. 

Ora, o Pecado é nada mais do que viver por conta própria, ser dono do seu nariz, ser autocentrado e egoísta, buscar auto satisfação, seguir o curso do seu próprio sentimento e emoções, desprezando a Deus como Senhor… Em outro texto Jesus disse: “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me” (Lucas 9:23). É uma autonegação diária, constante, diante da nossa natureza inclinada ao Pecado. 

 

É fazer a vontade de Deus

A Bíblia diz: “Uma grande multidão ia acompanhando Jesus; este, voltando-se para ela, disse: ‘Se alguém vem a mim e ama o seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos e irmãs, e até sua própria vida mais do que a mim, não pode ser meu discípulo''' (Lucas 14:25-26). Jesus não teve medo de perder a Sua popularidade, Ele falou a verdade. Da mesma forma, hoje, a multidão é atraída a Jesus como naqueles dias. Ele é especialista em milagres, no entanto nos convida a uma aliança, a um compromisso de vida com Ele. Melhor do que os milagres de Deus é o Deus dos milagres! Infelizmente, muitos pensam que ser abençoado é sinal de salvação ou da aprovação de Deus. No entanto, até mesmo ser usado por Ele não é sinal de salvação - “Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres?’ Então eu lhes direi claramente: Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal” (Mateus 7:21-23). 

 Tomar a cruz, negar a vontade própria para fazer a vontade de Deus, portanto, é o que realmente importa. Mas Jesus diz que tem uma recompensa: “Digo-lhes a verdade: Ninguém que tenha deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos, ou campos, por causa de mim e do evangelho, deixará de receber cem vezes mais, já no tempo presente, casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, e com eles perseguição; e, na era futura, a vida eterna” (Marcos 10:29-30). Você vai trocar o que é valioso pelo que é fútil? O que é eterno pelo que é efêmero? O excelente pelo medíocre? Esta é uma decisão urgente!


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