Mensagem V

Todo aquele que, sinceramente, se humilha diante de Deus, se arrepende do seu Pecado, esvazia-se de si mesmo e se entrega a Jesus, recebe do Seu Espírito Santo. Isso é o que a Bíblia chama de novo nascimento. Nesse momento o Espírito de Deus se une ao espírito do homem, e este recebe a Sua vontade - “Mas aquele que se une ao Senhor é um espírito com ele” (I Coríntios 6:17). Antes disso, o espírito do homem estava sem a vida de Deus (vida eterna), porquanto o novo nascimento é a união do Espírito de Deus com o do homem. 

Antes do renascimento o homem não tem o Espírito, portanto só tem dentro de si uma vontade, a dele mesmo, que habita na alma. Quando o Espírito entra, uma segunda vontade se instala, agora no espírito humano. No entanto, a vontade humana não sai da alma, ela permanece; isso significa que agora existem duas vontades em seu interior, uma no espírito e outra na alma, o que provoca um conflito que antes não existia.

 

O Espírito traz consciência

Isso explica porque um homem natural (sem o Espírito) não tem consciência do pecado, não sente o peso da culpa quando erra. Mas, depois que recebe o Espírito, ele enxerga o pecado. E o Espírito não apenas denuncia, como também convence de que o pecado mata (Romanos 6:23). Essa consciência é que nos move a resistir, pois, então, entendemos que o pecado é um mal causado a nós mesmos. O Espírito revela a vontade de Deus (a palavra, o princípio, que é imutável, inegociável, inabalável…) ao nosso espírito. Por isso, a chave para a obediência é essa consciência!

 Jesus disse: “Se alguém ouve as minhas palavras, e não lhes obedece, eu não o julgo. Pois não vim para julgar o mundo, mas para salvá-lo. Há um juiz para quem me rejeita e não aceita as minhas palavras; a própria palavra que proferi o condenará no último dia” (João 12:47-48). Quando o princípio é quebrado, ele nos quebra! Por exemplo, se estou numa auto estrada e vejo uma placa de advertência indicando o limite de velocidade antes de uma curva, é porque uma autoridade do trânsito, que sabe o que está adiante, a colocou lá. Se alguém ignorar o sinal, capotar e morrer, faz algum sentido culpar a autoridade que fez a advertência? Foi a própria advertência que o condenou! 

 

Duas vontades, um conflito

A vontade humana, pecaminosa, continua habitando dentro de nós, e esta é a razão do conflito constante. Paulo escreve: “Por isso digo: Vivam pelo Espírito, e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne. Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito; e o Espírito, o que é contrário à carne. Eles estão em conflito um com o outro, de modo que vocês não fazem o que desejam” (Gálatas 5:16-17).

Viver pelo Espírito é ser guiado pela vontade de Deus, e não da carne, e isso é uma escolha. Paulo diz aos romanos: “Não entendo o que faço. Pois não faço o que desejo, mas o que odeio... Sei que nada de bom habita em mim, isto é, em minha carne. Porque tenho o desejo de fazer o que é bom, mas não consigo realizá-lo. Pois o que eu faço não é o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer, esse eu continuo fazendo. Ora, se faço o que não quero, já não sou em quem o faz, mas o pecado que habita em mim” (Rm 7:15, 18-20). O desejo de fazer o que é bom vem do Espírito Santo, e o desejo de fazer o que é pecado vem da carne. Pelo Espírito odeio o que a carne quer; pela minha carne (vontade própria) odeio o que o Espírito quer. No entanto, como cristão, recebo a consciência de que não sou carne, sou espírito!

 

O mau desejo e o pecado

Esse conflito constante exige uma postura individual; é o que o evangelho chama de cruz. O não cristão (fig 1) vive dominado pelas suas emoções, vontades e sentimentos (que estão no nível da alma). Sua alma sofre unicamente influências externas, de fora para dentro, porque não tem o Espírito, para influenciá-lo de dentro para fora. Mas o cristão tem o grande privilégio de escolher entre ter a sua alma influenciada pelos fatores externos ou pelo Espírito, de fora para dentro ou de dentro para fora. Tiago diz: “Cada um, porém, é tentado pelo próprio mau desejo, sendo por este arrastado e seduzido. Então esse desejo, tendo concebido, dá à luz o pecado, e o pecado, após ter se consumado, gera a morte” (Tg 1:14-15). O mau desejo (cobiça, desejo desenfreado de prazeres) está em nossa natureza, mas permanece neutro, não pode produzir pecados por si só, assim como o óvulo e o espermatozóide não podem conceber isoladamente (fig 2). 

Quando circunstâncias (conflitos, oportunidades, imagens, palavras, coisas, pessoas) influenciam a alma (vontades, sentimentos, pensamentos e emoções), então o mau desejo entra em operação e o pecado é concebido; depois ele vem à luz, depois é consumado, depois gera a morte. O cristão aprende a viver pela fé, e não pelas circunstâncias. A fé nasce no espírito, por isso o cristão é influenciado de dentro para fora (Espírito) e não de fora para dentro (circunstâncias) - “Porque vivemos pela fé, e não pelo que vemos” (II Coríntios 5:7). Assim, o Espírito vence os maus desejos, e a vontade de Deus suplanta a vontade humana. Ninguém pode controlar a vontade da carne e os maus desejos pela própria vontade humana. Só o Espírito vence a carne!


 

Assista o culto completo

https://www.youtube.com/watch?v=Pc4-g3hdag8

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