Mudança de Hábito

(Lucas 7:36-50)

Jesus havia passado por Cafarnaum e curado o servo de um centurião, que tinha uma fé tão grande, da qual não era encontrada nem em Israel. Em seguida, passou por uma cidade chamada Naim e ressuscitou o único filho de uma viúva, que estava prestes a enterrá-lo. 

Como de costume, Jesus estava cercado por uma multidão de pessoas, juntamente com seus discípulos. Também estavam ali os publicanos, que ao ouvirem as palavras de Jesus, reconheceram que o caminho de Deus era justo, sendo batizados por João. Já os fariseus e os peritos na lei, que estavam presentes naquela ocasião, rejeitaram as palavras de Jesus, não aceitando o batismo. 

Contudo, um fariseu chamado Simão, convidou Jesus para jantar em sua casa. Todos que presenciaram o que Jesus estava fazendo, espalhavam seus feitos pela Judéia e regiões vizinhas. Então, Jesus entrou na casa de Simão e provavelmente sentou-se à mesa sobre seus pés. Em seguida entrou uma mulher conhecida na cidade, identificada por Simão e Lucas como “pecadora”. Não era correto que ela estivesse ali, muito menos que fizesse o que fez.

 

“Fazendo sala” para Jesus 

 

Quem nunca teve que fazer sala quando se recebe visita de amigos ou parentes? “Vai lá e dá atenção para teus primos”, dizia nossa mãe enquanto íamos com aquela cara amarrada. Simão também não queria Jesus na sua casa, a única intenção do convite era tentar encontrar algo que pudesse acusá-lo. Simão permitiu que Jesus entrasse em sua casa, mas não em seu coração. Ele não reconheceu que era pecador, não reconheceu que diante dele estava um homem santo. 

Existem pessoas que vivem durante muito tempo na companhia de Jesus, mas não dão liberdade para Ele fazer o que precisa ser feito. Jesus entrou na casa de Simão, mas Simão não lhe deu água para lavar os pés. Lavar os pés era um ato comum entre os Judeus que caminhavam muito durante seu dia. Eles tinham os pés sujos e machucados e quando entravam em um ambiente para fazer as refeições, eles tinham que lavar os pés, função que muitas vezes era feita por criados.


 

A esperança que nos move

 

As notícias sobre os feitos de Jesus estavam se espalhando pela região, inclusive que ele oferecia perdão de pecados aos marginalizados. As mulheres pecadoras eram parte da escória da sociedade, não eram respeitadas e eram muito difamadas. Já pelo fato de serem mulheres, tinham pouquíssimos direitos. Geralmente uma mulher pecadora era expulsa de casa e tinha que viver à sua própria custa, muitas vezes se prostituindo para poder se sustentar, pois os recursos eram poucos. 

A narrativa não cita o tipo de pecado que aquela mulher havia cometido, mas ela era conhecida na cidade pelo seu pecado. Sua identidade não era Maria, Rebeca ou Sara, ela era “a pecadora”. Muitas pessoas convivem amargamente rotuladas pelo seu pecado, sozinhas. Em algum momento essa mulher descobriu que existia alguém que perdoava pecados, alguém que poderia acabar com sua solidão e lhe devolver dignidade. Então, ela decidiu ir atrás de Jesus. 

Sabendo que Jesus estava na casa de Simão, aquela mulher entrou, se expôs, se colocou aos pés de Jesus e chorando sobre eles os secou com os seus cabelos, beijou e os ungiu com perfume. Com isso, ela entregou tudo o que tinha, pois um frasco  de alabastro era o valor para se sustentar durante um ano. Jesus não estava na casa dela, mas estava em seu coração.

 

Quem estou sendo?

 

Somos identificados pelo que fazemos, é o “professor Wagner”, o “pastor Rodrigo”, a “intérprete Andressa” e a “advogada Carol”. Essa mulher era conhecida na cidade e rotulada pelo hábito de vida que tinha, “pecadora”, Simão por sua vez era “um fariseu''. Nós somos reconhecidos pelas nossas atitudes. “Vocês os reconhecerão por seus frutos. Pode alguém colher uvas de um espinheiro ou figos de ervas daninhas? Semelhantemente, toda árvore boa dá frutos bons, mas a árvore ruim dá frutos ruins” (Mateus 7:16-17). 

Quais hábitos têm sido mais evidentes em nossas vidas ao ponto de identificar quem somos? O que é mais perceptível em nós? 

Não adianta Jesus vir nos visitar se não temos a intenção de abrir o coração para Ele. Podemos até convidar Jesus para entrar em nossa casa, mas se não lhe dermos liberdade, Ele não irá fazer nada. 

Chega de ficar fazendo sala para Jesus! É tempo de se arrepender e chorar aos seus pés, de entregar tudo o que temos. Só aqueles que entendem que seus muitos pecados foram perdoados, realmente podem amar a Jesus e ouvir dele: “...sua fé lhe salvou, vá em paz” (v. 50). 

 


Assista o culto completo

https://www.youtube.com/watch?v=znR4-uxRERA

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