Nasce um Rei

NASCEU UM REI!

(Mateus 2:1-12)

 

Os magos do oriente eram astrólogos e considerados sábios da época. A Bíblia não diz que eram três e nem que eram reis! Eles estudavam os astros e viram uma estrela diferente no céu. Talvez por influência dos judeus que foram dispersos por toda aquela região no passado, havia um entendimento de que o Messias nasceria por aqueles dias. Eles foram a Jerusalém, a capital, e perguntaram: “Onde está o recém-nascido rei dos judeus?” (v 2). Sabiam que um Rei havia nascido, e foram com a intenção de adorá-Lo!

 

Recebido por uns...

Os magos eram gentios, ou seja, não-judeus, mas estavam reconhecendo Jesus como Rei divino. Não praticavam a religião judaica, porém, foram atraídos ao Messias. Viajaram especialmente com a intenção de prestar culto ao verdadeiro Rei. Os magos podem representar aqueles que nada têm a ver com a religião institucionalizada, mas estão em busca de Deus, reconhecem que precisam do Messias em suas vidas. O ambiente da tradição e rotina religiosas pode roubar a sensibilidade espiritual e gerar uma falsa adoração. Quantos estão tão perto do Messias, mas ao mesmo tempo tão longe; e outros tão longe, mas tão perto! Estes são os que reconhecem sinceramente que precisam, admitem que são pecadores e verdadeiramente se inclinam em arrependimento e adoração! Jesus várias vezes mencionou essa contradição: "Contudo, muitos primeiros serão últimos, e muitos últimos serão primeiros" (Mateus 19:30).

Certa vez, um centurião foi a Jesus e pediu-Lhe que curasse o seu servo, que estava paralítico, sofrendo muito. Quando Jesus disse que ia curá-lo, o centurião respondeu: "Não mereço receber-te debaixo do meu teto. Mas dize apenas uma palavra, e o meu servo será curado" (Mateus 8:8). Jesus ficou admirado e disse:  "... Digo-lhes a verdade: Não encontrei em Israel ninguém com tamanha fé. Eu lhes digo que muitos virão do oriente e do ocidente, e se sentarão à mesa com Abraão, Isaque e Jacó no Reino dos céus. Mas os súditos do Reino serão lançados para fora, nas trevas, onde haverá choro e ranger de dentes" (Mateus 8:11-12). O centurião romano tinha mais fé do que os judeus!  

Os magos prestaram verdadeira adoração. Eles encheram-se de alegria ao verem a estrela novamente, entraram na casa, prostraram-se e ofereceram presentes (v 11). Só presenteamos com alegria alguém que realmente reconhecemos, respeitamos e amamos. A revelação de Jesus como Rei faz toda a diferença na adoração que prestamos. 

 

Rejeitado por outros...

Herodes representa aqueles que estão no ambiente religioso, mas na prática não reconhecem Jesus como Rei. Jerusalém era o centro religioso da adoração judaica. Mas Herodes ficou perturbado, e com ele toda a cidade (v 3). Ele não queria perder o seu lugar! Jesus era uma ameaça, e precisava ser eliminado. Chamou os magos e disse:  "Vão informar-se com exatidão sobre o menino. Logo que o encontrarem, avisem-me, para que eu também vá adorá-lo" (v 8). A intenção de Herodes era matar Jesus.

Matar o Messias é resistir ao Seu reinado. Todo coração humano tem um trono e lá tem um rei sentado: Eu! Muitos, como Herodes, não querem abrir mão desse trono, e ficam perturbados. Mas a mensagem do evangelho se resume numa frase: O Reino de Deus chegou! - "Daí em diante Jesus começou a pregar: Arrependam-se, pois o Reino dos céus está próximo" (Mateus 4:17). Quando o Rei é anunciado somos levados a uma escolha: o rei "Eu" permanece no trono, ou renunciamos para que o verdadeiro Rei tome o lugar. Muitos, no entanto, são obstinados, não abrem mão do trono e dizem: "Daqui eu não saio, daqui ninguém me tira". Esta postura chama-se Pecado! Jesus disse: "Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a sua vida por minha causa, a encontrará" (Mateus 16:25).

O pior de tudo é quando o discurso é um e a prática é outra:  "… Avisem-me, para que eu também vá adorá-lo" (v 8). As aparências enganam. Quem vê cara não vê coração. Os magos foram advertidos em sonho para que não voltassem, porque Herodes era convincente. É possível ter cara de adorador, mas um coração perverso. Existem pessoas que chamam Jesus de Senhor e Rei, mas não O obedecem - "Por que vocês me chamam de ‘Senhor, Senhor’ e não fazem o que eu digo?" (Lucas 6:46). 

Ser um súdito desse Reino é muito mais do que chamá-lo de Rei - "Assim, pelos seus frutos vocês o reconhecerão! Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus" (Mateus 7:20-21).  Jesus disse que deveríamos orar assim: "Venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu" (Mateus 6:10). O Reino de Deus  é a vontade do Rei, que só tem lugar quando a minha vontade cede o espaço. Quantos dizem que Jesus é Rei, mas fazem a própria vontade em tudo, segundo os valores deste mundo!

Observamos a diferença entre os magos e Herodes. Este queria poder, o trono, o controle; mas os magos se prostraram e se renderam reconhecendo o Messias. Adorador não é aquele que expressa intenção de adorar, mas aquele que sai do trono da sua vida e o entrega a Jesus, o único Rei. Os que se humilham, por mais distantes que possam estar, tornam-se muito mais suscetíveis à revelação do evangelho do Reino!


 

Assista o Culto completo

https://www.youtube.com/watch?v=wSB4vdrX9dg

Baixe a
apresentação