Somos Fiéis Imitadores de Deus

“Portanto, sejam imitadores de Deus, como filhos amados, e vivam em amor, como também Cristo nos amou e se entregou por nós como oferta e sacrifício de aroma agradável a Deus” (Efésios 5:1-2).

Filhos imitam os pais. Paulo está dizendo que, se somos filhos, sejamos intencionais em imitar o Pai. E o assunto é o amor sacrificial. Fidelidade é sacrifício, é a marca de quem é filho de Deus. Como já sabemos, fidelidade é a característica de quem é fiel, digno de confiança, em quem se pode confiar… Deus é fiel, digno de confiança, porque faz o que fala! Por meio de Moisés Ele falou, anunciou Suas leis e princípios; mas em Cristo Ele encarnou tudo o que falou, a Sua palavra - “No princípio era aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus, e era Deus… Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós…” (João 1:1, 14). Esta foi a aliança que Ele fez conosco - “Não pensem que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim abolir, mas cumprir” (Mateus 5:17). 

Os cristãos, filhos de Deus, imitam o Pai, portanto, são fiéis, confiáveis, cumprem o que dizem, falam o que fazem e fazem o que falam! Vivemos num mundo perverso, cheio de traição e falsidade, governado pelo pai da mentira, o Diabo. Mas o nosso Pai é o da verdade. A cultura do Reino é antagônica à deste mundo. Entre os filhos de Deus não há fermento (falsidade) - “Livrem-se do fermento velho, para que sejam massa nova e sem fermento… Celebremos a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da perversidade, mas com os pães sem fermento, os pães da sinceridade e da verdade” (I Coríntios 5:7-8). Sinceridade e verdade implica em fidelidade. 

 

Fidelidade ao voto com Deus

Quando entregamos nossa vida a Jesus, fazemos um voto de segui-Lo até o fim. A caminhada cristã consiste em fidelidade, ou seja, sustentar a palavra, o voto feito no início de tudo. Quando um homem e uma mulher se casam, eles fazem votos de fidelidade um ao outro até que a morte os separe. No entanto, a grande maioria está sob forte emoção e nem sabe o que está fazendo. Isso anula o voto? Jamais! Jesus disse: “Seja o seu ‘sim’, ‘sim’, e o seu ‘não’, ‘não’; o que passar disso vem do Maligno” (Mateus 5:37). “Sim” que vira “não”, e “não” que vira “sim” é cultura do inferno! A Bíblia diz que quando fazemos um voto devemos cumpri-lo (Eclesiastes 5:2, 4-6). Muitos cristãos se movem pelas emoções e circunstâncias, e não pelo voto. Antes de sermos batizados confessamos nossos pecados, nos arrependemos e renunciamos nossa velha vida. Fizemos uma entrega voluntária a Cristo e um voto de segui-Lo até a morte, não importando as circunstâncias. Quando alguém quebra essa aliança, o último estado se torna pior (II Pedro 2:20-22).  

 

Fidelidade ao voto com a família da fé

Então, em que devemos imitar a Deus? - “... Cristo nos amou e se entregou por nós como oferta e sacrifício…” (Efésios 5:2). É o modelo celestial de amor! Quando uma pessoa se torna cristã, ela entra em aliança com seus irmãos, pelo amor, porque agora a natureza do Pai está nela. Trata-se de uma entrega voluntária como sacrifício. Aliança é sacrifício, e sacrifício é fidelidade. Sacrifício é renúncia, entrega, esforço… Somente esse modelo de amor (altruísta, abnegado, sacrificial…) é que pode produzir um ambiente de verdade e sinceridade (integridade). Integridade é ter uma só cara, não duas; é ser autêntico e não hipócrita; é ser verdadeiro e não falso. 

Quando o amor governa, não há lugar para orgulho ou interesses próprios - “O amor… não se vangloria, não se orgulha…, não procura seus interesses…” (I Coríntios 13:4-5). É esse coração que produz gratidão e fidelidade aos irmãos, aos líderes e pastores, enfim, à comunidade que o acolheu quando estava morrendo. Absalão, filho de Davi, havia matado seu próprio irmão, por isso fugiu de Jerusalém. Depois de dois anos fora, ele voltou e Davi o recebeu e perdoou. Absalão não merecia estar lá, mas aproveitou-se da bondade do rei, e durante quatro anos foi conquistando a lealdade dos homens de Israel (II Samuel 15:5-6). Então rebelou-se contra o próprio pai e usurpou-lhe o trono. Absalão desprezou o amor, a honra e o perdão que Davi lhe dera, porque queria mais! Queria o poder. Ingratidão é solo fértil para infidelidade! 

A unidade tem uma única condição: fidelidade à aliança com Deus e com a nossa família de fé, que só é possível imitando o amor sacrificial do Pai! Sacrifício é se entregar pelos irmãos, é abrir mão das razões e opiniões próprias em prol da coletividade. Toda quebra de aliança atrai maldição. Deus falou a Israel: “Eu odeio o divórcio...” (Malaquias 2:16). A palavra “divórcio” não se refere apenas ao rompimento matrimonial, mas significa “qualquer desavença ou rompimento de relação estabelecida entre pessoas, grupos ou entidades abstratas”. Quando perguntaram a Jesus por que Moisés permitiu o divórcio, Ele foi claro: “... Por causa da dureza de coração de vocês” (Mateus 19:8). 

Não caia na tentação de ser infiel a sua aliança. Você fez uma declaração ao entrar para esta comunidade: “Eu escolho amar e aceitar meus irmãos do jeito que eles são. Comprometo-me a não fazer fofoca, nem fazer críticas destrutivas, mas sempre procurar esclarecer minhas dúvidas e ser compreensivo em todas as situações” (Colossenses 312-15; Tiago 4:11).


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