Uma Cultura de Fidelidade

Uma cultura pode simplesmente ser definida como sendo a maneira como se pensa e se faz as coisas em determinado lugar ou organização. Uma igreja pode ter uma cultura de lealdade ou deslealdade. Existem igrejas onde as pessoas não admitem comentários sarcásticos de qualquer pastor, líder ou irmão. Elas respeitam e amam sinceramente umas às outras. Outras igrejas admitem que se faça comentários sarcásticos pelas costas dos pastores, líderes e irmãos. Constantemente fazem comparações com outras igrejas, depreciando sua comunidade e referindo-se aos seus líderes de maneira jocosa.  

Precisamos desenvolver uma boa cultura de confiança, fidelidade e lealdade. Uma cultura de lealdade implica em não aceitar falar negativamente sobre algum pastor, nem ter o hábito de fazer comentários sarcásticos pelas costas de nossos irmãos. Se temos alguma coisa a dizer, simplesmente devemos dizer! Quando uma igreja tem a cultura da lealdade, ela é hermética, ou seja, impermeável a toda forma maliciosa de falar. Como resultado, as correntes de murmuração e de pessoas descontentes não têm liberdade para subsistirem nesse ambiente.

 

Cinco chaves para a cultura da fidelidade:

1. O vento norte. “Como o vento norte traz chuva, assim a língua fingida traz o olhar irado” (Provérbios 25:23). Uma tempestade poderosa é afastada por um vento forte. Da mesma forma, o poder das línguas maledicentes pode ser neutralizado por algumas expressões faciais. Apenas mostre para alguém com seu rosto que você não está interessado na conversa dela. As pessoas irão gradualmente aprender que este não é ambiente para desleais. Às vezes somos tentados quando enaltecidos em comparação com outros líderes (por exemplo: se não fosse por você eu teria saído desta igreja). O Diabo muitas vezes usa pessoas comuns para trazer essas tentações. As mulheres de Israel cantavam: “Saul matou milhares, e Davi, dezenas de milhares” (I Samuel 18:7). Isso não era verdade! Davi apenas havia matado Golias, e não dezenas de milhares de filisteus. Não se engane com palavras vazias que vêm da boca de bebês cristãos.

2. A poda constante. Ninguém deve ficar em uma igreja quando não quer ficar. Qualquer um que manifestar o desejo de sair, é melhor não permanecer, mas sair imediatamente. Isso porque seu coração já saiu da igreja. Uma pessoa que não tem o coração leal a sua comunidade não deve ficar nela. A Bíblia diz: “Vocês não sabem que um pouco de fermento faz toda a massa ficar fermentada?” (I Coríntios 5:6). 

Após Judas ter desistido do ministério de Jesus, o Senhor lhe disse: “O que você está para fazer, faça depressa” (João 13:27). As pessoas que querem sair devem sair o quanto antes. Uma pessoa não deve permanecer em nosso meio só por ser talentosa, ou contribuir com boas ofertas e dízimos.  

3. Criar fogo. Às vezes Deus cria ou permite que criemos circunstâncias para expor pessoas desleais dentro da igreja. Quando Paulo atracou na ilha de Malta, o povo local gentilmente preparou fogo para ele e seus companheiros. Paulo juntou alguns galhos e colocou-os no fogo. De repente, uma víbora saiu do fogo e agarrou a mão de Paulo (Atos 28:3). Um dos galhos era uma cobra, o fogo a expôs! Antes de serem submetidas ao fogo, algumas “cobras” podem ser galhos. O tempo, por exemplo, é o fogo que pode expor a natureza de “cobra” de algumas pessoas. Tempos difíceis e de dificuldades também expõem o ser verdadeiro delas. O sofrimento traz à tona a natureza verdadeira das pessoas. Algumas pessoas permanecem leais enquanto ocupam cargos de liderança ou ministeriais; ao terem que deixá-los por alguma razão, denunciam quem eles são. 

4. Trabalhar somente com pessoas dispostas (I Coríntios 15:58). Não podemos trabalhar com pessoas relutantes (presas) ao seu redor. Alguém que está conosco por simples conveniência, não está trabalhando a favor, mas contra, pois o coração dela não está conosco. Não há nada como trabalhar com pessoas felizes e dispostas. Todo cristão deve ser movido pela alegria de servir e pela gratidão em fazer parte da família a qual pertence. Ele não está lá para se auto-afirmar, ou para atrair a aprovação dos outros. Quando um líder simplesmente abandona seu posto, dá provas de que não trabalha para Deus, mas para a organização. Ele revela seu coração desleal. Por isso, não podemos admitir pessoas relutantes em funções ministeriais, só porque precisamos delas para assumir responsabilidades.

5. Ensinar contra a deslealdade (Tito 1:9-10). O ensino constante sobre fidelidade e lealdade é bastante importante. Muitas pessoas são ignorantes sobre a evolução do processo de deslealdade.

Em outras palavras, muitos contradizentes e resistentes não percebem o que estão fazendo. O ensino constante irá evitar que as pessoas se envolvam, sem saber, em atividades traiçoeiras. Ninguém nasce com fidelidade e lealdade estampadas por todo lado. Todo discípulo terá sua cota de tentações para se tornar desleal. A igreja desenvolverá uma cultura de lealdade à medida que constantemente for ensinada sobre ela.


 

Assista o culto completo

https://www.youtube.com/watch?v=2XPHOcuJlvE

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