Você é realmente um cristão?

Você é realmente um cristão? Como você definiria alguém que se identifica como cristão? Seria alguém que vai regularmente aos cultos? Que lê a Bíblia e medita nela todos os dias? Que ora diariamente? Que serve em algum ministério? Que evangeliza e ajuda as pessoas? Bem, é possível uma pessoa fazer tudo isso e ainda não ser um cristão autêntico! O jovem rico era fiel cumpridor dos mandamentos, mas perguntou a Jesus o que deveria fazer para herdar a vida eterna. E o texto diz: “Jesus olhou para ele e o amou. ‘Falta-lhe uma coisa’, disse ele. ‘Vá, venda tudo o que você possui e dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro no céu. Depois, venha e siga-me’. Diante disso ele ficou abatido e afastou-se triste, porque tinha muitas riquezas” (Marcos 10:21). A raiz do problema dele não estava nas muitas riquezas da terra, mas no fato de não ter se empolgado com o tesouro no céu! O problema era interno e não externo.

 

A origem da palavra “cristão”. Originalmente a palavra “cristão” vem do grego e significa “pequeno Cristo”, dando o sentido de uma cópia de Cristo. A designação não está relacionada à religião de alguém, mas, sim, à identidade que essa pessoa tem com a Pessoa de Cristo. Os cristãos primitivos eram tão parecidos com Cristo em suas ações, atitudes e comportamentos, que receberam esse apelido - “... Em Antioquia, os discípulos foram pela primeira vez chamados cristãos” (Atos 11:26).

E, por que um cristão se parece tanto com Cristo? A Bíblia responde: “Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Gálatas 2:20). O segredo está em ser habitação de Cristo. Portanto, o cristão não é um seguidor de um conjunto de ideias (ideologia) de um homem chamado Jesus, tampouco um estudioso da teologia cristã. Jesus não foi mais um filósofo ou o criador de um conjunto de normas éticas para melhorarmos nossa qualidade de vida. A Lei já estava escrita. O livro já existia, não precisava de mais um. Paulo diz: “Esse mistério permaneceu sem ser esclarecido por muito tempo, mas agora é desvendado. Deus quis que todos, não apenas os judeus, conhecessem esse rico e glorioso segredo por dentro e por fora, independentemente de origem e de filiação religiosa. O mistério, em poucas palavras, é este: Cristo está em vocês, e isso dá a vocês a esperança de participar da glória de Deus. Simples assim. Esse é o âmago da Mensagem” (Colossenses 1:27 - A Mensagem).

 

O cristão é alguém regenerado. Regeneração é o mesmo que “gerar ou produzir novamente”. Jesus falou sobre esse assunto com Nicodemos usando a palavra “renascer”

- “... Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo… Ninguém pode entrar no Reino de Deus, se não nascer da água e do Espírito” (João 3:3, 5). Trata-se de um nascimento espiritual, de receber uma nova natureza, regenerada. Nicodemos era um “bom cristão”, mas não era salvo.

Paulo explica que “estar em Cristo” produz essa nova natureza - “... Se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas” (II Coríntios 5:17). Como acontece a regeneração? Pedro diz: “Vocês foram regenerados… por meio da palavra de Deus, viva e permanente” (I Pedro 1:23). O Espírito de Deus age por meio da palavra e então recebemos a consciência do pecado e da graça perdoadora - “... A fé vem por se ouvir a mensagem, e a mensagem é ouvida mediante a palavra de Cristo” (Romanos 10:17); “Quando ele [Espírito Santo] vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo” (João 16:8). É somente quando somos convencidos do pecado e admitimos nossa culpa que nos deparamos com uma escolha: o arrependimento. Sem convicção de pecado não pode haver sincero arrependimento! Esta é a chave para a regeneração (o início de tudo) e a santificação (o processo de transformação). O dicionário define “arrependimento” como “lamentação por um mal cometido; negação ou desistência de algo feito ou pensado no passado”. É como um esvaziamento para que a nova natureza possa entrar. Portanto, ser perdoado não significa ser regenerado, pois toda a humanidade já foi perdoada! A condição para ser salvo é o arrependimento. Pedro disse em sua pregação: “Arrependam-se, e cada um de vocês seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, e receberão o dom do Espírito Santo” (Atos 2:38). É por meio do arrependimento que o perdão opera, e então Cristo entra e começa a habitar no crente.

Quem se inclina pelo arrependimento, passa a ter um coração humilde e quebrantado. Uma das maiores provas de que alguém nasceu de novo é que ela se torna humilde, como uma criança, pequena, não quer aparecer nem se auto afirmar, ensinável… Ninguém nasce grande; se está grande é porque não nasceu de novo. Jesus disse: “.. Eu lhes asseguro que, a não ser que vocês se convertam e se tornem como crianças, jamais entrarão no Reino dos céus” (Mateus 18:3). A palavra “crianças” no grego, aqui, é paidion, que significa “intelecto receptível, ensinável”. Esta é a única postura aceitável para que se inicie o processo de santificação, que é a transformação gradativa pela cura da alma. O contrário, portanto, é verdadeiro: O orgulho, a arrogância, a postura resistente ao ensino e à repreensão é a clara demonstração de que alguém que se denomina cristão não é cristão!

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