Tenha Foco!

Quando, certa vez, Jesus enviou setenta e dois dos Seus discípulos para irem de casa em casa, Ele disse claramente o que deveriam fazer (Lucas 10:1-9). O foco deveria ser encontrar o “homem de paz” (vs 5-6), ou seja, a pessoa aberta para receber o evangelho da paz! (vs 5-6). Nem todos estão abertos, mas muitos estão; só precisamos achá-los. Só vamos descobrir quem são se formos na direção deles!

Precisamos ir às pessoas para acharmos o “homem de paz”. Sentados em nossa casa nunca o encontraremos, presos nas quatro paredes do templo muito menos, envolvidos em incontáveis ministérios tampouco. Muitos se iludem achando que estão agradando a Deus envolvendo-se nas atividades da igreja. Pensam que por servir num ministério já estão fazendo a sua parte. Servir, no entanto, é o estilo de vida de um discípulo, não o seu alvo. Servir é apenas o meio para chegar ao fim, que é a salvação, o resgate de muitos (Mateus 20:28). Se este é o alvo, este deve ser o nosso foco!

Um atirador mira (concentra o olho), coloca seu foco no alvo. Isso exige concentração. A palavra “foco” vem de focus, do latim, e significa “ter um objetivo, ser determinado a alcançar ou atingir uma meta, ter prioridade em fazer algo não desvirtuando para outro caminho”. A última ordem que um pai dá aos filhos antes de sair de casa é sempre a mais importante, portanto a Grande Comissão foi a ordem mais importante que Jesus nos deu, pois foi a última (Mateus 28:19-20).

 

Não se distraia

Ao enviar os setenta e dois, Ele disse: “Não levem bolsa, nem saco de viagem, nem sandálias; e não saúdem ninguém pelo caminho” (Lucas 10:4). Eles deveriam viajar sem peso, sem bagagem nem sandálias de reserva. Não deveriam parar ao longo do caminho para fazer visitas e trocar cumprimentos tradicionais prolongados, porque a missão era urgente. O senso de urgência nos mantém no foco.

O sentido dessas palavras era que os discípulos não deveriam se distrair com nada. Satanás é especialista em nos tirar do foco colocando distrações em nosso caminho. É uma estratégia poderosíssima, porque ela nos atrasa e muitas vezes nos desvia da missão. Distração é o mesmo que desatenção, falta de concentração. Por exemplo, quando você quer tirar algo da mão de uma criança, é só lhe oferecer algo chamativo, colorido, ou que faz algum barulho. É exatamente assim que o nosso inimigo faz. Ele oferece coisas interessantes, que atraem os nossos olhos e o nosso tempo.

O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) é considerado hoje um caso de saúde pública. Recentemente, estudos acerca do assunto têm associado o uso abusivo das tecnologias ao agravo dos sintomas do TDAH, tanto em crianças como em adultos. Concentrar-se em algo tornou-se um desafio!

A tecnologia escancarou o acesso ao entretenimento, diversões e passatempos. A indústria do entretenimento cresceu 29% no Brasil só em 2021. A questão não é o entretenimento em si, mas o quanto ele começa a tomar o tempo e distrair, tirando o foco da nossa missão no mundo. Precisamos admitir que existe um TDAH espiritual, pois os incontáveis atrativos do mundo, agora muito mais acessíveis por meio da internet, têm contribuído significativamente para a distração espiritual dos cristãos.

Por falta de domínio próprio muitos cristãos são engolidos pelo sistema. Jesus trata esse assunto na Parábola do Semeador, quando fala sobre as sementes que cresceram entre os espinhos (Lucas 4:7, 18-19). Elas germinaram e as plantas cresceram, mas os espinhos (distrações da vida) as sufocaram e se tornaram infrutíferas!

A Bíblia também diz: “... Livremo-nos de tudo o que nos atrapalha e do pecado que nos envolve e corramos com perseverança a corrida que nos é proposta, tendo os olhos fitos em Jesus, autor e consumador da nossa fé…” (Hebreus 12:1-2). Assim como um atleta na corrida livra-se de todo peso desnecessário e concentra a sua atenção na linha de chegada, também nós cristãos devemos nos livrar do pecado e dos empecilhos que atrasam a corrida espiritual e paralisam a nossa missão!

 

Seja intencional

Jesus disse que o Reino é conquistado por esforço. A intencionalidade, portanto, é fator determinante para gerar fruto. Alguns discordam usando o exemplo de que o fruto de uma árvore não precisa se esforçar para nascer. Estes confundem “fruto do Espírito” com “frutos”. Frutos são filhos espirituais, pessoas, às quais transferimos a essência (fruto do Espírito) que está em nós. Para que um casal tenha filhos, não basta ser fértil, tem que ser intencional. O nascimento é natural, mas a concepção é intencional!

Sara teve um filho com 91 anos. Ela foi curada da sua esterilidade, mas Isaque não foi concebido pelo Espírito Santo! Abraão e Sara creram na promessa, mas foram intencionais. É uma questão de obediência. Jesus mandou, então vamos fazer.

Quem ama a Jesus ama o que Ele ama. Jesus ama as multidões e tem compaixão delas (Mateus 9:36). Este é o foco, é considerar o que interessa a Deus e não aos homens. O mais importante é fazer do mais importante o mais importante (Provérbios 4:25-27)

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