Série: Abrace | 5. Receba um abraço

Jesus contou uma história, que fala de um homem que tinha dois filhos. O mais novo deles, em determinado momento, pediu a sua parte da herança, depois saiu de casa e gastou tudo irresponsavelmente. A partir de então, foi de mal a pior, até o ponto de se ver desejando comer o que os porcos comiam. Decidiu, então, voltar para casa, e, surpreendentemente, o pai o recebeu de volta prontamente: “Estando ainda longe, seu pai o viu e, cheio de compaixão, correu para seu filho, e o abraçou e beijou” (Lucas 15:20).

Aquele pai é Deus, que correu ao nosso encontro enviando Seu Filho Jesus para a terra. O abraço dEle é o próprio Jesus! Aquele filho mais novo representa a humanidade, todos nós. A história dele é a nossa. Somos todos assim, queremos administrar a própria vida, achando que isso é ser livre.

 

O distanciamento

A parábola diz o seguinte: “Não muito tempo depois, o filho mais novo reuniu tudo o que tinha, e foi para uma região distante; e lá desperdiçou os seus bens vivendo irresponsavelmente” (Lucas 15:13). Essa era a intenção do filho: se distanciar; não queria interferência. Longe do pai, desperdiçou seus bens, porque não tinha competência para administrá-los sozinho. Este é o nosso caso. Não fomos projetados, enquanto estrutura de espírito, alma e corpo para administrar a própria vida!

A partir de então, uma sequência de desgraças acontece: primeiro ele gastou tudo; depois veio uma grande fome naquela região; depois ele começou a passar necessidade; depois ele começou a apascentar porcos; e por fim passou a desejar comer o que porcos comiam, porque ninguém lhe dava nada (Lucas 15:14-16). O problema central foi o afastamento do Pai. Enquanto estava em casa não era dono de nada, mas tinha tudo. Depois que se tornou dono de tudo, ficou sem nada!

Quanto mais longe do Pai, mais erros cometemos e mais consequências atraímos. A Bíblia diz que um abismo chama outro abismo (Salmos 42:7). Sem Deus as coisas só vão piorando. Por causa da nossa independência tentamos sempre resolver os problemas, não nos rendemos, não reconhecemos que erramos, queremos salvar a própria vida.

 

A raiz do problema

É porque não conseguimos salvar a nós mesmos que Jesus veio. Ralph Neighbour, em um dos seus livros, ilustra esse problema da seguinte maneira: “Um homem está atravessando um lago a nado. Ele está confiante em atingir o seu objetivo. Não precisa de ajuda. Porém, algo terrível acontece. Uma cãibra o impede de nadar. Ele toma a decisão de guardar o problema para si mesmo e achar uma solução. Quando se conscientiza de que não tem escolha, então grita por socorro! Felizmente, está disposto a admitir que tem um problema! Somente alguém capaz de dominar aquele ambiente (a água), forte o suficiente, é que pode salvá-lo”.

Nessa ilustração, qual foi o “elemento” que estava causando a morte do homem? A água. Mas, qual foi a raiz do problema? Foi tentar fazer algo por si mesmo. Assim, o “elemento” que está por destruir o homem é o PECADO, mas a raiz do problema é a vida controlada pelo “Eu”, é confiar em si mesmo. Portanto, Jesus veio para nos salvar da vida controlada por nós mesmos! Assim, Ele Se torna, não apenas Salvador, mas Senhor!

 

Corra para o abraço

Aquele jovem só abriu os olhos e admitiu que precisava voltar quando chegou ao fundo do poço: Caindo em si, ele disse: ‘Quantos empregados de meu pai têm comida de sobra, e eu aqui, morrendo de fome!’” (Lucas 15:17). Ele, finalmente, admitiu que precisava de ajuda. Este é o ponto crucial. É dizer a si mesmo: chega de tentar sozinho! É admitir que precisa voltar o coração para Deus, o Pai.

Ele decidiu voltar, e até ensaiou o que diria ao pai: “‘Eu me porei a caminho e voltarei para meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e contra ti. Não sou mais digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus empregados’. A seguir, levantou-se e foi para seu pai…” (Lucas 15:18-20). No entanto, o maior campo de batalha é a nossa mente. Ao longo do caminho, provavelmente, alguns pensamentos o assaltaram: “Será que meu pai vai me receber? Qual será a sua reação? Afinal, não mereço, fiz tudo para não merecer!”. Ao racionalizar a questão, pensou em desistir. Não havia lógica alguma em ser recebido pelo pai, porque já tinha recebido a herança!

É na mente que o nosso inimigo lança as suas flechas mentirosas: “Deus não ama você”; “Ele não vai lhe perdoar”; “você não merece o amor e o perdão de Deus”; “a vida é assim mesmo, lute, use o seu potencial, você vai conseguir”; ou então, “Deus não existe”. Tudo o que ele quer é fazer você desistir de voltar para o Pai. É por isso que existe tanta gente no chiqueiro existencial, desejando comer porcaria, e não decide voltar para casa. Muitos até já decidiram, mas não conseguem, por causa dessa guerra!

Satanás quer lhe impedir porque sabe que, se você voltar para o Pai, algo extraordinário vai acontecer: Ele vai lhe receber, perdoar, abraçar. Não como um mero trabalhador, mas como filho, amado e querido. Chega de tentar salvar-se, entregue-se a Ele totalmente!

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