O MOVIMENTO DO CRISTO - 4. A DECISÃO

(Mateus 21:28-31)
Publicado em 22/08/2025

Desde o nascimento, somos impulsionados a tomar decisões. São elas que nos levam a constantes mudanças e transformações no decorrer da vida. A responsabilidade das escolhas começa quando passamos a agir de forma  consciente e voluntária. No curso natural da vida, essas decisões nos são confiadas à medida que demonstramos maturidade ou, quando ignoramos a direção daqueles que têm a missão de nos conduzir nesse processo. 

Quando achamos que as nossas decisões não precisam ser mais direcionadas por ninguém, é que começam as guerras, as decepções, as frustrações e tantos outros conflitos. Alimentamos a ideia de uma independência total e de uma liberdade desprovida de condução. 

Em um contexto semelhante a este, Jesus, ao entrar no templo, foi confrontado pelos líderes religiosos. Eles o questionaram sobre a autoridade que lhe dava o direito de fazer tais pronunciamentos e tais atos. Mas Jesus devolveu a pergunta: com qual autoridade eles mesmos exerciam tais funções diante do povo?

Encurralados, perceberam que qualquer resposta os levaria a reconhecer quem enviou Jesus Cristo. Então, disseram que não sabiam.

COMO DEVO TOMAR AS MINHAS DECISÕES?


1. Entendendo quem me guia (v. 28)

Diante da resposta dos líderes religiosos, que afirmaram não saber de onde vinha a autoridade de Jesus, o Mestre decide trazer maior clareza ao assunto, contando-lhes uma parábola sobre um pai e dois filhos. Na narrativa, Jesus apresenta a maior figura de autoridade na vida de uma pessoa: o pai. 

No Reino de Deus, a figura paterna é uma instituição estabelecida pelo próprio Senhor, e o pai assume um papel crucial na vida do filho, sendo responsável por lançar fundamentos que influenciam toda a sua trajetória.

Por isso, Jesus destaca a figura paterna como central. As direções dadas pelo pai carregam peso e geram consequências, tanto naturais quanto espirituais, na vida dos filhos.

Muitas vezes, surgem questionamentos diante do comportamento de nossos pais terrenos. Em algumas situações, acabamos assumindo papéis que não nos cabem, tentando conduzir nossa própria vida antes do tempo, em meio às dificuldades e percalços. 

É justamente aí que começam as rupturas e os sofrimentos. Tentamos guiar nossos passos sem a devida preparação, como alguém que dirige sem habilitação. E porque precisamos de direção para tomar decisões, tendemos a escolher aquilo que mais nos agrada momentaneamente, sem considerar as consequências.

Mas a Palavra nos ensina que a verdadeira obediência às direções do Pai gera vida e bênção. Foi assim com Abraão, que ao decidir obedecer, mesmo no sacrifício de Isaque, recebeu a promessa de multiplicação e herança (Gênesis 22:15-17). É por isso que Jesus nos alerta: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus” (Mateus 7:21). Só quando entendemos quem Deus é, conseguimos discernir o caminho que estamos trilhando.

2. Reconhecendo os meus erros (v. 30) 

Jesus apresenta, na parábola, a figura do segundo filho como representação dos fariseus e saduceus da época. Eles se vangloriavam de sua obediência e piedade diante da Lei de Deus, mas seus corações estavam muito distantes da verdade. Negavam a mensagem de João Batista, rejeitavam Jesus e, consequentemente, rejeitavam o próprio Deus. 

É importante perceber que Jesus não estava condenando simplesmente os religiosos, mas todos aqueles que se recusam a se arrepender de seus maus caminhos. Muitos dizem estar arrependidos, mas, na prática, não mudam. A arrogância prevalece, e a hipocrisia se manifesta.

Afinal, a quem estamos tentando impressionar? A quem estamos tentando enganar? “Este povo se aproxima de mim com a sua boca e me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim…” (Mateus 15:8-11). Precisamos, portanto, reconhecer nossos erros e pecados, para que sejamos libertos dos caminhos de engano e de destruição que o inimigo tenta nos impor. 

3. Tomando a decisão! (v. 29) 

Jesus, ao mencionar o primeiro filho, faz referência àqueles que eram considerados os desprezíveis da sociedade: prostitutas, publicanos, ladrões, enganadores e tantos outros. Eles rejeitaram a lei de Deus em algum momento, mas se arrependeram e aceitaram a mensagem de Jesus!

O ponto central desse ensinamento é a ação, pois ela fala mais alto do que meras palavras. Como alguém já disse: “Se o amor é Cristo, então o amor é aquilo que o amor faz.” E Cristo demonstrou o amor de forma plena ao entregar-se por nós, mesmo sendo nós pecadores (Romanos 5:8). 

A cruz não era para Jesus, era para nós! Ele tomou o nosso lugar, para que pudéssemos receber salvação. Diante dessa verdade, não há como permanecer no erro, nem viver indiferente. O arrependimento é a resposta natural de quem entende que alguém morreu em seu lugar para lhe dar vida. 

Decisão sem obediência é engano, mas arrependimento gera vida em Cristo. “Sejam praticantes da palavra, e não apenas ouvintes, enganando-se a si mesmos” (Tiago 1:22). “Arrependam-se, pois, e voltem-se para Deus, para que os seus pecados sejam cancelados, para que venham tempos de descanso da parte do Senhor, e ele mande o Cristo, o qual lhes foi designado, Jesus” (Atos 3:19, 20). 

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