SÉRIE: JESUS É O SENHOR 6. O EVANGELHO DO REINO II

“E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo como testemunho às nações; então virá o fim” (Marcos 24:14).


A missão da Igreja é a mesma missão à qual Jesus dedicou toda a sua vida. Em todo o tempo, Ele manteve o coração plenamente voltado para a obra do Pai. Por essa missão veio ao mundo, sofreu, morreu e deixou como legado a Igreja que fundou, a qual se manifestou inicialmente em Jerusalém. “Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra...” (Mateus 28:18-20).


Então, como sabemos agora que existem dois reinos em movimento, o reino das trevas e o Reino da luz, também conhecemos que só há uma maneira de alguém mudar de reino: morrendo (Romanos 6:23). A exemplo disso, alguém que nasce no Brasil jamais deixará de ser brasileiro, ainda que more em qualquer outro lugar do mundo. Da mesma forma, a mudança de reino não ocorre por adaptação ou deslocamento, mas por uma transformação radical de identidade. “Pois Ele nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o Reino do Seu Filho amado” (Colossenses 1:13). Jesus não ensina um evangelho reduzido ou negociável, mas pleno n’Ele, pois Seu exemplo foi a cruz. Nada entra no novo se não morrer. “Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim” (Gálatas 2:20). 

O erro do evangelho sem Reino

A Igreja tem anunciado um evangelho pela metade porque, por muito tempo, não compreendeu plenamente o Evangelho do Reino de Deus. Ao longo desse processo, foi esvaziado o verdadeiro significado do batismo: a morte. “Portanto, fomos sepultados com Ele na morte por meio do batismo, a fim de que, assim como Cristo foi ressuscitado dos mortos mediante a glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova” (Romanos 6:04). Um evangelho sem senhorio gera crentes frágeis; um evangelho sem governo gera igrejas carnais.

O Batismo segundo Cristo

É a redenção que Cristo realizou na cruz o que torna possível nossa redenção e salvação. Sua redenção (resgate e libertação, preço de sangue, remoção da escravidão) operou morte, sepultura e ressurreição. Alguém pode muito bem entrar na água, mas não crer; e, se não crer, não morrerá; e, se não morrer, não pode ressuscitar; e assim ainda estará no governo da sua vida, operando pelas suas vontades e submisso às trevas. O arrependimento e a conversão interior de seu coração, unidos à fé em Cristo Jesus como seu Senhor, é que validam, de fato, a conversão e a salvação genuínas. “Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado”.(Marcos 16:16). 

O batismo dos apóstolos

Muitas vezes somos tentados a pegar atalhos; falta-nos a ousadia correta, e isso já é um sinal de que estamos com nossa convicção frágil. Pregamos o evangelho aos que estão à nossa volta, mas não tratamos com a ênfase correta. A verdade bíblica é que o batismo está unido à conversão; este batismo é um sinal e sua concretização. “Quando ouviram isso, os seus corações ficaram aflitos, e eles perguntaram a Pedro e aos outros apóstolos: Irmãos, que faremos? Pedro respondeu: Arrependam-se, e cada um de vocês seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos seus pecados, e receberão o dom do Espírito Santo” (Atos 2:37-38). 

Vencendo as barreiras da religiosidade

Não se trata de um conjunto de regras ou até mesmo de leis que dizem o que devemos ou não fazer, mas de um Rei e um Reino que governam. “Disse Jesus: O meu Reino não é deste mundo” (João 18:36a). Para que alguém acesse o Reino eterno, deve-se render ao Reino do céu, e isso só ocorre por um único caminho: o senhorio de Jesus Cristo (Jesus, O Senhor salva; Cristo, “Messias”, o Ungido). Pedro precisou entender essa verdade em seu interior para tornar-se canal de salvação. “Enquanto Pedro ainda estava falando estas palavras, o Espírito Santo desceu sobre todos os que ouviam a mensagem. Pode alguém negar a água, impedindo que estes sejam batizados? Eles receberam o Espírito Santo como nós! Então ordenou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo” (Atos 10:44, 47-48a).

Um evangelho sem cruz gera discípulos superficiais, ativismo sem obediência,dons sem caráter e fé sem transformação. O Reino genuíno se manifesta em comunhão, mútua submissão, justiça e amor prático. Rejeitar esse Reino mantém a pessoa sob outro governo.

O Reino de Deus chegou; submetam-se a Ele. “Portanto, submetam-se a Deus. Resistam ao diabo, e ele fugirá de vocês” (Tiago 4:07). Renunciemos a qualquer fragmento de trevas em nossos corações e sejamos tomados pela Sua presença.

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