SÉRIE: AO SENHOR PERTENCE A ADORAÇÃO 1. O TRONO ESTÁ OCUPADO

Toda pessoa tem um trono em seu coração, e cada trono tem alguém sentado nele. A grande pergunta não é se adoramos a Deus, mas se Deus governa nossas vidas, porque adoração é rendição total da vontade a vontade do Senhor. Pense em um grande navio, apenas quem está com as mãos no timão pode conduzir. Assim é o trono da nossa vida.

1. ADORAÇÃO NÃO É UM LUGAR, É UMA POSTURA

No diálogo com a mulher samaritana, Jesus desconstrói uma mentalidade religiosa. Ela pergunta sobre o lugar correto de adorar, se no monte Gerizim ou em Jerusalém. Mas Jesus eleva o nível da conversa e declara: “No entanto, está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura. Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” (João 4:23-24).

Jesus veio para nos reconectar com Deus; Ele é o caminho, a verdade e a vida. Assim como acionamos a operadora quando não conseguimos nos conectar à internet e ela envia um técnico para corrigir o problema, o Pai enviou o Seu Filho para nos reconectar a Si mesmo. Ao falar com a mulher samaritana, Jesus nos ensina que adoração não é sobre qual monte, nem sobre o templo ou o ambiente. É sobre o coração.

Assim como aquela mulher, muitos de nós ainda pensamos que o prédio da igreja é o lugar santo. Mas, no Novo Testamento, Deus não santificou um prédio; Ele santificou pessoas. E não apenas as santificou, como fez delas a Sua morada. Paulo nos questiona: “Acaso não sabem que o corpo de vocês é santuário do Espírito Santo, que habita em vocês e lhes foi dado por Deus, e que vocês não são de si mesmos?” (1 Coríntios 6:19).

Isso muda tudo. Agora, o ambiente de adoração não é um endereço; é uma pessoa. Nós somos o ambiente por onde Deus manifesta a Sua presença. Se somos o templo, levamos adoração ao trabalho, ao ambiente estudantil, para casa e para o trânsito. Por onde passarmos, temos a oportunidade de render graças e glória a Deus. Adorar em espírito é a sinceridade que nasce de dentro. Adorar em verdade é viver alinhado com quem Deus é e com o que Ele revelou em Sua Palavra. Adoração, portanto, é uma postura que independe do local.

2. ADORAÇÃO É OBEDIÊNCIA, NÃO APENAS SENTIMENTO

Jesus define amor como obediência: “Aquele que tem os meus mandamentos e lhes obedece, esse é o que me ama. Aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me revelarei a ele” (João 14:21).

Aqui está a essência: a adoração começa antes das canções. Ela é a maneira como você acorda, como sai da sua casa e como vem até aqui. Expressa-se durante o culto, mas continua após o último acorde. Não se trata de intensidade musical; trata-se de submissão diária. O verdadeiro adorador perdoa quando quer revidar, honra quando quer reclamar, diz "não" ao pecado quando ninguém está vendo e escolhe obedecer mesmo quando isso custa caro. Enquanto minha vontade governa, eu apenas canto. Quando Cristo governa, eu adoro.

Paulo deixa claro que a adoração não é apenas uma parte da vida cristã; ela é a própria vida cristã: “Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus” (1 Coríntios 10:31). Paulo não fala apenas de culto; ele fala de comer e beber, do dia a dia. Ele descreve como Deus deseja ser adorado na vida comum de Seus filhos, daqueles que pertencem ao Reino da Luz.

Ele nos ensina que adoração é trabalhar com excelência, estudar com integridade, criar filhos com temor, servir com alegria e administrar recursos com fidelidade. Se Cristo está no trono da vida de uma pessoa, tudo se transforma em adoração. Afinal, qualquer coisa pode se tornar adoração ou idolatria: tudo depende de quem está sentado no trono.

3. ADORAÇÃO QUE DEUS PROCURA TEM UM PREÇO

A adoração verdadeira custa algo. “Portanto, irmãos, rogo-lhes pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês” (Romanos 12:1). Sacrifício vivo significa entregar a Deus a minha agenda, os meus desejos, o meu orgulho, a minha reputação e os meus planos — ou seja, tudo. Afinal, adoração não é sobre o que eu sinto; é sobre o que eu entrego, independentemente do que isso venha a me custar.

Jesus disse que o Pai procura adoradores. Deus não está procurando templos maiores, estruturas mais modernas ou eventos mais impactantes; Ele está procurando pessoas rendidas. Mas, quando Ele olha para nós, o que encontra? Pessoas que cantam ou pessoas que obedecem? Pessoas emocionadas ou pessoas transformadas? O problema não é a intensidade do nosso louvor, mas quem está sentado no trono. A adoração como estilo de vida começa com uma decisão: “Senhor, o trono não é meu; é Teu”.

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