Jesus veio ao mundo para nos revelar a paternidade de Deus. No Antigo Testamento, Deus é apresentado como Pai apenas 14 vezes, e no Novo Testamento, são 272 vezes. A proposta do Evangelho é estabelecer uma relação íntima de amor entre nós e Deus, diferente do que acontecia nos tempos do Antigo Testamento, quando o Espírito de Deus ainda não havia descido sobre a terra. A palavra “Pai” é usada para enfatizar o amor, o cuidado, a proteção e o afeto que Deus tem para com Seus filhos.
Muitas pessoas não conseguem associar o amor e o cuidado com o conceito de paternidade por conta de traumas e experiências negativas no passado em relação à figura do pai. Mas Deus é um Pai perfeito. Ele é amor em essência: “Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor” (I João 4:8). O amor não é apenas um dos atributos de Deus, mas é a própria personalidade dEle.
Deus sempre foi Pai (Salmos 103:13,14), mas essa verdade estava oculta, ou parcialmente revelada. Jesus, portanto, sendo Filho, veio trazer à luz esse entendimento por meio do Seu Espírito. Só o Filho de um Pai perfeito é que pode dar testemunho dEle! Só o Filho poderia falar e manifestar a essência do Pai, que é amor!
Deus não ama o pecado, mas ama o pecador
O amor do Pai é incondicional. Ou seja, Ele não impõe condições para Se revelar como Pai a quem quer que seja. Embora nem todos sejam filhos, Ele Se propõe a ser Pai de todos. Jesus disse: “... Porque ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos” (Mateus 5:44-45). É uma demonstração de que todos são amados igualmente e incondicionalmente. Desde o início da criação, o Seu plano eterno era que fôssemos filhos, e não apenas criaturas.
Deus não ama o pecado, mas ama o pecador! Não importa o quanto pecamos, Ele continua nos amando, porque quando pecamos, não causamos prejuízo a Ele, e sim a nós mesmos. Sempre que alguém ia até Jesus para pedir uma intervenção divina, como uma cura ou milagre, Ele atendia sem impor condições, sem exigir qualquer motivo de mérito.
Jesus afirmou: “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). A maior expressão de amor do Pai foi entregar seu Filho Jesus para nos substituir na morte e pagar nossa dívida eterna. Muitas pessoas têm uma imagem distorcida de Deus, como alguém pronto a julgar e condenar, mas é o contrário (João 3:17). Ele não nos condena porque já estamos condenados; Ele veio para nos salvar dela!
O apóstolo Paulo escreve: “Dificilmente haverá alguém que morra por um justo; pelo homem bom talvez alguém tenha coragem de morrer. Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores” (Romanos 5:7-8).Ele não precisa mais dar nenhuma prova! Quem morreria por um inimigo?
Todos são filhos de Deus?
Mas, por que mesmo com tanta demonstração de amor nem todos são filhos? Simples, porque nem todos O recebem como Pai! Embora a maioria afirme que Deus é Pai, nem todos são filhos. João afirma: “Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam. Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus” (João 1:11-12). Para ser filho, é preciso recebê-Lo e recebê-Lo é crer, e crer é confiar, e confiar é entregar o controle à autoridade dEle! Quem nasce da vontade de Deus faz a vontade do Pai (João 1:13). O Pai tem autoridade, e como autoridade, Ele manda, Ele dá as regras. Como Pai, Ele é justo e correto, perfeito em tudo, portanto, não nos dá o que queremos, mas o que precisamos, porque sabe o que é melhor para os Seus filhos, diferente de muitos pais que dão tudo o que os filhos querem, e chamam isso de amor!
Para Deus, somos valiosíssimos. Jesus disse: “Observem as aves do céu: não semeiam nem colhem nem armazenam em celeiros; contudo, o Pai celestial as alimenta. Não têm vocês muito mais valor do que elas?” (Mateus 6:26). Preocupação é demonstração de incredulidade, fé é a certeza do caráter do Pai em cuidar de nós.
A maior dádiva é o amor
A natureza de Deus é a bondade. Por isso, Ele não nega coisas boas aos Seus filhos (Mateus 7:9-11). Peixe e pão são alimentos, é o que o nosso corpo precisa. Como Deus, um Pai amoroso, nos daria algo contrário do que precisamos? As boas coisas são aquelas que realmente precisamos. O texto correlato de Lucas 11:13 diz: “Se vocês, apesar de serem maus, sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o Pai que está no céu dará o Espírito Santo a quem o pedir!”. O que nós mais precisamos é da essência dEle! A maior dádiva que podemos receber de Deus Pai é a Sua presença. Uma criança anseia mais pela presença do que pelo presente! Assim somos nós em relação ao Pai celestial. Como seres criados à Sua imagem e semelhança, temos uma sede existencial, um profundo anseio na alma, por Ele! O Pai está pronto a lhe receber, você está pronto a recebê-Lo? Não hesite em receber a maior dádiva da sua vida: o amor de Deus, o Deus do amor!