A maior tragédia do ser humano não é a morte física, mas a eterna. E a raiz dela é o pecado (Romanos 6:23). Só uma pessoa pode resolver esse problema: “... João viu Jesus aproximando-se e disse: ‘Vejam! É o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!’” (João 1:29).
Mas, o que é pecado? A palavra “pecado” significa “transgredir a lei”; no hebraico, a palavra é chet, que significa “errar o alvo”; e sua origem etimológica deriva do latim peccatum, que significa “tropeçar, dar um passo em falso, enganar-se”.
É preciso tratar as causas e não os sintomas
Precisamos entender a origem do pecado. Ela está dentro e não fora. Existe uma “fábrica” que produz atitudes pecaminosas. Tentar se livrar das atitudes sem estancar a fonte é enxugar gelo. É focar nas consequências e não nas causas. Existe uma forte tendência em todos nós de tentar resolver os problemas sempre nas consequências. Quando ficamos doentes, por exemplo, logo procuramos um remédio que alivie os sintomas. Muitos morrem por não tratarem as causas, só os sintomas. Assim é o pecado; se tratarmos apenas os sintomas, a morte é só uma questão de tempo.
Existe, portanto, uma causa que nos leva a errar o alvo. Jesus veio trazer essa clareza para que o problema da tragédia humana fosse resolvido. No Sermão do Monte Ele trata desse assunto. O homicídio (Mateus 5:21-25) é consequência da ira, da amargura, do ressentimento, que estão em nossa natureza caída. Não matamos fisicamente mas com grosseria, hostilidade, e com nossas palavras, como mentira, calúnia, e quando depreciamos ou desprezamos as pessoas. Da mesma forma, o adultério não está na ação em si, mas no pensamento, na cobiça, no desejo desenfreado da carne (Mateus 5:27-28). Jesus também fala da hipocrisia e julgamento, que brotam de um coração orgulhoso, que não consegue reconhecer as próprias falhas (Mateus 7:1-5).
Existe em nosso inteiror uma usina de pecados, e é lá que está o problema (Marcos 7:20-23). Tanto a religião quanto a psicologia e as filosofias humanistas em geral focam na área comportamental, no exterior. Mas o evangelho trata da área espiritual, do coração, onde está a raiz dos comportamentos tóxicos.
A situação da humanidade
Então, o mal está dentro de nós, em nosso DNA, por isso nenhum artifício humano vai resolver o problema do pecado. Só a proposta do evangelho trata o problema na raiz, faz morrer a fonte produtora de pecados, que é a nossa natureza caída, pecaminosa. Quem pode fazer isso? Jesus, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. O Pr Ralph Neighbour, em um de seus livros, usa a ilustração de um homem tentando atravessar um lago para descrever a situação da humanidade:
“... O homem estava confiante em atingir o seu objetivo. Não precisava de ajuda. Algo terrível está acontecendo. Uma cãibra está impedindo-o de nadar. Ele toma a decisão de guardar o problema para si mesmo e achar uma solução. Quando se conscientiza de que não tem escolha, então grita por socorro! Felizmente, está disposto a admitir que tem um problema.
Que tipo de pessoa será necessária para salvá-lo? Alguém capaz de se sentir à vontade no seu ambiente (a água). Forte o suficiente para cuidar das suas próprias necessidades além de cuidar das necessidades do homem. Ele precisa de um salvador!
O salvador vem para salvá-lo. A pessoa resgatada sã e salva na margem, agora agradece a quem a resgatou… Qual foi o “elemento” que estava causando a morte do homem? A água. Ele não foi feito para respirar embaixo da água, como um peixe…
O “elemento” que está por destruir o homem é o PECADO. E a raiz do problema foi o homem tentar fazer algo por si mesmo. Jesus é o único Salvador que tem a capacidade de nos resgatar. “Não há salvação em nenhum outro, pois, debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos” (Atos 4:12).
O nadador foi salvo… Ele morreria por causa da sua vida controlada pelo EU. Jesus salvou você da vida controlada por você mesmo. Então, Ele jamais será apenas Salvador. Salvar da vida controlada por você mesmo é assumir o trono do seu coração”.
O real problema
O nosso real problema não está em nossas atitudes pecaminosas, mas em nossa auto suficiência, orgulho, prepotência, arrogância, de achar que podemos resolver nossa vida sem Deus! Quando quebramos princípios, fazemos escolhas erradas, e quando as consequências chegam, tentamos resolver sozinhos.
A Bíblia diz: “Há caminho que parece certo ao homem, mas no final conduz à morte” (Provérbios 14:12). Só parece, mas não é. Os efeitos do pecado não são instantâneos. Como uma semente, tem um tempo até brotar e produzir fruto. É por isso que muitos andam no pecado e dizem “não dá nada; estou muito bem”, quando na verdade a morte está se aproximando!
Hoje é dia de reconhecer o orgulho e a independência de Deus. É tempo de desistir de nadar nesse “lago”, cheio de orgulho, sem pedir ajuda. Ele, o Salvador, está pronto para mergulhar nesse água e tirar você de lá. Renda-se e tudo vai mudar. Amém!