Semana 13/03 a 19/03/2022
Publicado em 14/03/2022
“... Foi nesse ano que veio a palavra do Senhor a João, filho de Zacarias, no deserto. Ele percorreu toda a região próxima ao Jordão, pregando um batismo de arrependimento para o perdão dos pecados... João dizia às multidões que saíam para serem batizadas por ele: ‘Raça de víboras! Quem lhes deu a ideia de fugir da ira que se aproxima? Dêem frutos que mostrem arrependimento’” (Lucas 3:2-3, 7, 8).
João Batista era o precursor de Jesus, preparava o caminho do Senhor (Lucas 3:4). Ele pregava o arrependimento e anunciava que o Messias estava chegando: “... Eu os batizo com água. Mas virá alguém mais poderoso do que eu,...” (Lucas 3:16). O batismo pela lavagem do corpo na água representava e ainda representa a purificação dos pecados.
Uma mudança de rumo
Mas a condição para que as pessoas recebessem essa lavagem através do ato batismal era o arrependimento. Ao pregar o arrependimento como preparação para o caminho do Senhor, fica claro que este é o primeiro passo para a caminhada com Jesus. Ninguém pode receber o ensino de Jesus e caminhar como um discípulo, sem antes experimentar um quebrantamento de coração e verdadeiro desejo de mudança.
É interessante notar que João Batista exercia o seu ministério no Rio Jordão. O Rio Jordão é, na Bíblia, uma delimitação de território. Até hoje ele divide Israel da Jordânia. É uma fronteira, um limite de área geográfica. Isso tem um significado espiritual. Arrependimento é mudar de rumo, é sair de um território e entrar em outro, é romper com um limite. Este limite é a divisão entre o deserto e o paraíso, as trevas e a luz, a morte e a vida, a maldição e a bênção... Nossa alma ficou confinada a uma prisão por causa do pecado. Essa fronteira na alma é que precisa ser rompida para que saiamos do lado que nos afasta de Deus. Arrependimento é voltar para Deus, para outro território espiritual, para um lugar de vida e realização.
Uma consciência
Mas ninguém vai passar de um lado para o outro se não estiver convencido da necessidade. É preciso que haja uma insatisfação com a vida longe de Deus. E é só Ele quem pode nos convencer e revelar a miséria espiritual. O pecado provoca cegueira quanto à condição deprimente das pessoas. Então Jesus disse que enviaria o Seu Espírito Santo para nos convencer do erro: “Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo” (João 16:8). É uma revelação para que sejamos libertos: “E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará” (João 8:32). A Verdade nos revela um novo estilo de vida, o de um relacionamento com o Pai, pleno de êxito e realização.
A consciência e o convencimento do erro gera confissão. Confessar significa concordar que estamos errados, que pecamos - é o contrário da rebelião. Por natureza somos rebeldes, sempre prontos a questionar Deus. Confessar, portanto, é uma concordância de que somos pecadores. É uma postura humilde. A Bíblia diz: “O Senhor está perto dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito abatido” (Salmos 34:18).
Uma atitude
Ao pregar a mensagem, João dizia: “... Dêem frutos que mostrem arrependimento”. Muitos choram facilmente dizendo-se arrependidos de pecado, mas não mudam. Arrependimento tem fruto. João falava de atitude, não de uma simples emoção! Ao perguntarem o que fazer, ele respondeu tocando em três áreas de enfermidade da alma humana:
Egoísmo: “Quem tem duas túnicas dê uma a quem não tem nenhuma; e quem tem comida faça o mesmo” (Lucas 3:11).
Desonestidade e avareza. Aos publicanos, cobradores de impostos: “Não cobrem nada além do que lhes foi estipulado” (Lucas 3:13).
Falta de amor e acepção de pessoas. Aos soldados: “Não pratiquem extorsão nem acusem ninguém falsamente; contentem-se com o seu salário” (Lucas 3:14).
Arrependimento implica em lágrimas de reconhecimento de pecado, sim, porém, é mais que isso. É uma atitude decisiva e determinada para mudança de atitude. É oposição frontal ao pecado através da ação. O fruto é o sinal de que o arrependimento foi genuíno.
REFLEXÃO: