Série: Abrace | 2. O abraço liberta

Lucas 15:20
Publicado em 07/03/2025

Já vimos que o abraço tem um poder curador e que aqueles alcançados por esse gesto são restaurados de diversas maneiras. Abraçar alguém também é sinônimo de envolver, aproximar, acolher e construir ou reconstruir vínculos. Vemos esse exemplo na relação do filho pródigo e seu pai, que o recebeu com amor incondicional.

Assim como o filho pródigo precisou "cair em si" para perceber sua condição, aquele que necessita de libertação também precisa ter a oportunidade de enxergar suas prisões, mesmo quando ainda deseja permanecer nelas, por falta de entendimento. A verdadeira libertação acontece com aqueles que, de alguma forma, estão cativos, bem como ocorreu de maneira maravilhosa com o gadareno (Mateus 8:28-33).

Jesus é a luz do mundo (João 8:12), e a igreja, pelo poder do Espírito, também é chamada a ser luz (Mateus 5:14-16). Isso significa que cada cristão deve exercer influência sobre sua geração. É por meio de um estilo de vida alinhado ao Reino que atrairemos os cativos, pela luz que recebemos.

A igreja como agente de libertação

Deus nos concedeu as chaves da Sua autoridade para libertar aqueles que estão presos em cativeiros. Como está escrito: "O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me ungiu para anunciar boas-novas aos pobres. Ele me enviou para proclamar liberdade aos presos e recuperação da vista aos cegos, para libertar os oprimidos e proclamar o ano da graça do Senhor" (Lucas 4:18-19).

Jesus também deixou claro aos Seus discípulos que teríamos a capacidade de realizar as mesmas obras que Ele realizou — e ainda maiores. "Digo-lhes a verdade: Aquele que crê em mim fará também as obras que tenho realizado. Fará ainda maiores do que estas, porque Eu estou indo para o Pai" (João 14:12).

Mas quem são os cativos?

Cativo é todo aquele que perdeu sua liberdade e já não consegue exercer seu livre arbítrio para conduzir a vida de maneira saudável. Trata-se de alguém seduzido por algo ou alguém, sujeito a influências que o aprisionam, ou até mesmo encarcerado. Em suma, são aqueles que ainda não conseguem enxergar Jesus como a luz de suas vidas. "O deus desta era cegou o entendimento dos descrentes, para que não vejam a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus" (2 Coríntios 4:4).

Alguns tipos de cativeiros

O cativeiro é um lugar espiritual onde as pessoas estão presas por suas condutas e escolhas. Ele se manifesta de diversas formas, afastando o ser humano da liberdade que há em Cristo.

  • Idolatria – Qualquer adoração a ídolos ou a algo que tome o lugar de Deus na vida do ser humano. "Pois onde estiver o teu tesouro, aí também estará o seu coração" (Mateus 6:21).
  • Vícios – Tendências destrutivas que escravizam, prejudicando a própria pessoa. "...invejas, homicídios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas... não herdarão o Reino de Deus" (Gálatas 5:21).
  • Ressentimentos – Ato de reviver dores passadas, guardando mágoas e angústias causadas por ofensas.
  • Falta de perdão – Alimentar a amargura impede o fluir da graça de Deus."Cuidem que ninguém se exclua da graça de Deus. Que nenhuma raiz de amargura brote e cause perturbação, contaminando a muitos" (Hebreus 12:15).
  • Doenças – Muitas enfermidades estão ligadas a prisões espirituais, mas Deus tem poder para curar. "Deus fazia milagres extraordinários por meio de Paulo, de modo que até lenços e aventais que Paulo usava eram levados e colocados sobre os enfermos. Estes eram curados de suas doenças, e os espíritos malignos saíam deles" (Atos 19:12). Até mesmo a sombra de Pedro curava os enfermos (Atos 5:14-16).

A igreja é a lamparina em meio a um mundo em trevas. Quando acolhemos as pessoas em nosso meio, assim como Jesus fez com o gadareno (Mateus 8) e os dez leprosos (Lucas 17), promovemos uma revolução libertadora entre as nações. “Vocês são a luz do mundo, não se pode esconder uma cidade construída sobre um monte (Mateus 5:13). 

Não sejamos covardes! Fomos chamados para a grande comissão e recebemos de Deus poder, amor e equilíbrio para cumpri-la. (2 Timóteo 1:07). O príncipe deste mundo já está julgado (João 16:11). “Para isso o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do diabo” (1 João 3:8b).

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