Ele veio para libertar

Jesus não veio apenas para salvar, mas também para curar e libertar. Na Bíblia, a palavra "salvação" vem do termo grego sozo. Sozo é um verbo de ação que significa ser salvo ou resgatado do poder de Satanás. Esse termo é amplamente utilizado para descrever a salvação do castigo eterno, que é a consequência do pecado: "Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor" (Romanos 6:23). Além disso, sozo também se refere à cura de doenças e à libertação de opressões demoníacas.

Portanto, a obra de Cristo não se limita apenas à salvação espiritual, mas inclui a restauração completa do ser humano, abrangendo corpo, alma e espírito. Hoje, muitas pessoas vivem presas a vícios, medos, traumas e influências malignas. Mas a boa notícia é que Jesus veio para libertar! Se desejamos essa libertação, precisamos crer n’Ele, permanecer em Sua Palavra e nos submeter ao poder transformador do Espírito Santo. "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (João 8:32).


Ele morreu para libertar

A morte de Jesus não foi um evento inesperado nem um acaso da história. Pelo contrário, ela fazia parte do propósito eterno de Deus para salvar a humanidade. Antes mesmo da criação do mundo, Deus já havia planejado essa redenção. A Palavra nos revela essa verdade em 1 Pedro 1:18-20: "Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado, o qual, na verdade, foi conhecido ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado nestes últimos tempos por amor de vós". 

Isso nos mostra que a cruz não foi um improviso, mas o ponto central da libertação da humanidade. Foi nela que Jesus carregou sobre si o peso do pecado, venceu o poder das trevas e levou sobre si a condenação que estava destinada a nós. Sua morte e ressurreição abriram o caminho para que fôssemos livres, restaurados e reconciliados com Deus. "Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o Reino do Seu Filho amado, em quem temos a redenção, a remissão dos pecados" (Colossenses 1:13-14).

 

A Realidade dos Espíritos Malignos e a Importância da Libertação 

Os espíritos malignos operam de maneira sutil e devastadora, influenciando os sentimentos, desejos e pensamentos dos seres humanos. Eles podem despertar em seu anfitrião um desejo inoportuno e aparentemente incontrolável de pecar de determinadas maneiras, como um espírito de adultério, pornografia, raiva ou vício. Eles podem trabalhar constantemente em uma pessoa, ou permanecer quieto, talvez por anos. Esses espíritos operam sob a autoridade de Satanás, buscando atormentar as pessoas e aproveitando oportunidades para exercer sua influência maligna. 

É fundamental que todos compreendam a realidade dos espíritos malignos e a importância da libertação espiritual. A atuação dessas forças pode comprometer a comunhão com Deus e com as pessoas, enfraquecer a eficácia do evangelismo e impedir que vivamos em santidade. Jesus nos alerta sobre essa realidade espiritual. (Mateus 12:43-45). 

Esse ensinamento nos mostra a seriedade da libertação espiritual. Não basta apenas expulsar o mal, é necessário preencher o coração com a presença de Deus. Caso contrário, a pessoa corre o risco de cair em um estado ainda pior do que antes. Além disso, os espíritos malignos podem causar enfermidades, impedir curas e gerar opressão espiritual e emocional. Muitas vezes, influenciam a mente e os sentimentos, gerando desânimo, angústia e confusão. Em situações mais graves, podem levar a uma depressão profunda e até ao desejo de desistir da vida. A mulher encurvada por dezoito anos, que estava presa por um espírito de enfermidade, foi curada por Jesus (Lucas 13:11-13). A libertação e a cura andam juntas, pois o inimigo não apenas oprime espiritualmente, mas também afeta a saúde física e emocional das pessoas. 

 

A boa notícia

Jesus veio para destruir as obras do diabo (1 João 3:8) e nos deu autoridade para vencer todas as investidas malignas. Através do nome de Jesus, do poder do Espírito Santo, todos podem resistir ao diabo e permanecer firme na liberdade que Cristo conquistou na cruz. "Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres" (João 8:36). (Tiago 5:14-16). Nos ensina que a oração da fé pode salvar o doente, e que a confissão dos pecados e a intercessão trazem cura e restauração. 

Portanto, a libertação espiritual não é apenas uma experiência momentânea, mas um processo contínuo de entrega e santificação. É necessário estar atento às portas que possam ter sido abertas para a atuação do inimigo, fechá-las através do arrependimento e da obediência a Deus. 

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