A palavra “perdão” tem o seguinte significado: 1. remissão de pena ou de ofensa ou de dívida; desculpa, indulto. 2. ato pelo qual uma pessoa é desobrigada de cumprir o que era de seu dever ou obrigação por quem competia exigi-lo.
Jesus veio nos perdoar por uma dívida impagável. Na oração do “Pai Nosso” Ele menciona: “Perdoa as nossas dívidas…” (Mateus 5:12). Ele refere-Se aos pecados, que são consequências do Pecado, o maior de todos, a matriz, que é o orgulho. Quando pedimos perdão, é porque reconhecemos que não podemos pagar, porquanto, o salário do pecado é a morte (Romanos 6:23). O pecado condenou a humanidade inteira à pena de morte! Trata-se da morte eterna.
No reino espiritual, o pecado atraiu uma dívida, que é a morte eterna. Não conseguimos pagar porque não há justiça em nós mesmos. Esta foi a razão de Jesus ter vindo ao mundo para morrer em nosso lugar. Ele, ao nos substituir na cruz, pagou a nossa dívida, e agora não tem mais morte espiritual: “Quando vocês estavam mortos em pecados…, Deus os vivificou juntamente com Cristo. Ele nos perdoou todas as transgressões, e cancelou a escrita de dívida…” (Colossenses 2:13,14).
Como nenhum ser humano tem poder sobre a morte, porque todos pecaram, ninguém poderia pagar essa dívida. Só alguém sem pecado, portanto, poderia vencer a morte. Por isso, Jesus morreu, mas a morte não prevaleceu, e Ele ressuscitou, porque não tinha pecado. Ele morreu a nossa morte para podermos viver a Sua vida!
Jesus decidiu perder
Quando alguém deve algum dinheiro e o credor perdoa, este decidiu arcar com o prejuízo, por isso, a palavra “perdão” tem também o sentido de dar a perda, perder. Quem perdoa decidiu perder, perde aquilo pelo que tinha direito. Jesus decidiu perder a Sua vida, tomou o nosso lugar e pagou a nossa dívida, sendo que não tinha dívida alguma, porque não pecou. Quando estava agonizando na cruz, disse: “... Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo…” (Lucas 23:34). Até mesmo os que O torturaram e crucificaram foram perdoados.
Ao enxergarmos o tamanho do nosso pecado e da nossa dívida (impagável), conseguimos enxergar o tamanho do perdão (infinito). Isso nos deixa consstrangidos: “Pois o amor de Cristo nos constrange, porque estamos convencidos de que um morreu por todos; logo, todos morreram. E ele morreu por todos para que aqueles que vivem já não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” (II Coríntios 5:14,15). Quem não vive mais para si mesmo, está pronto a perder tudo.
Certa vez uma mulher “pecadora” foi a Jesus e, chorando, derramou um vídeo de perfume caríssimo aos Seu pés. E Jesus disse: “Portanto, eu lhe digo, os muitos pecados dela lhe foram perdoados, pelo que ela amou muito. Mas aquele a quem pouco foi perdoado, pouco ama” (Lucas 7:47).
Quem é perdoado, perdoa; quem perdoa, é perdoado
É a consciência do perdão que nos faz perdoar, ou seja, aceitar também a perda. Quem entende que estava sem saída, condenado eternamente, e recebe o perdão, consegue perdoar qualquer pessoa. Por isso, Jesus diz na oração: “Perdoa… assim como perdoamos aos nossos devedores” (Mateus 5:12).
Muitas pessoas não perdoam porque dizem não sentir vontade. Jesus não sentiu vontade de ir para a cruz! Ele orou no Getsêmani dizendo: “... Meu Pai, se for possível, afasta de mim este cálice; contudo, não seja como eu quero, mas sim como tu queres” (Mateus 26:39). Quando entendemos o perdão, agimos pela vontade dEle, e não nossa.
O autor aos hebreus fala da raiz de amargura (Hebreus 12:15). Amargura é um ressentimento, uma mágoa não perdoada. Se deixar, ela cresce e contamina. A palavra “amargura” já diz tudo, torna a pessoa amarga, ela adoece emocionalmente.
É preciso receber
Deus tem prazer em perdoar (Isaías 55:7). No entanto, para que o perdão de Deus entre em operação, tem uma condição (I João 1:9). Confessar é concordar, reconhecer o pecado, a dívida. Isso implica humildade!
Conta-se que um indivíduo se envolveu em uma briga de bar e acabou matando um homem no Velho Oeste norte-americano. Por causa disso, estava no corredor da morte esperando o dia da execução. A população da cidade resolveu pedir ao governador do Estado para perdoá-lo. Depois de analisar o caso, o governador resolveu conceder o perdão, mas queria conhecê-lo antes. Colocou a carta de perdão em uma Bíblia, disfarçou-se de pastor e foi à prisão. Quando chegou à cela, portando a carta que o livraria da morte, foi mal recebido e veementemente rejeitado. Mesmo assim insistiu dizendo ao preso que tinha dentro daquele livro algo muito bom, mas o condenado não o recebeu. Quando o governador foi embora, o carcereiro falou ao preso o que ele havia perdido. No dia da execução, o condenado pediu para pronunciar suas últimas palavras e então disse: “Não estou morrendo porque matei um homem, estou morrendo porque rejeitei o perdão”.
Deus quer aliviar o peso do seu coração. Você só precisa concordar, reconhecer a dívida do pecado e que não pode pagá-la. Ele é fiel e justo para perdoar!