A JORNADA DA TRANSFORMAÇÃO 7. VIVENDO COMO LUZ

O evangelho propõe uma mudança total e absoluta. Não é uma simples mudança de direção, mas uma virada de 180 graus. É tomar a direção oposta. Isso implica dar as costas para o rumo no qual estávamos andando, e virar para o rumo no qual estávamos de costas. Trata-se de uma mudança radical. A palavra “radical” vem de “raiz”, portanto, refere-se a mudanças profundas, totais e imediatas, indo à raiz do problema em vez de aplicar apenas soluções superficiais.

Muitos acham que não precisamos ser tão radicais, que podemos ser mais flexíveis nas questões espirituais e na nossa relação com Deus. Acontece que não há espaço para flexibilidade no projeto de Jesus. Ele sempre foi muito claro na Sua abordagem: morte e vida, orgulho e humildade, luz e trevas, tudo ou nada (Mateus 12:30).

Filhos da luz

Existem apenas dois ambientes em nossa existência: luz ou escuridão. Jesus nos chama para uma mudança de ambiente, das trevas para a luz. Andar na direção dEle é andar na luz, andar na direção oposta é andar nas trevas. Não existe penumbra ou meia luz. Não é possível andar na luz e no escuro ao mesmo tempo. Jesus disse que Seus seguidores são a luz do mundo (Mateus 5:14-16).

Só pode ser luz quem anda na luz. Existem os filhos das trevas e os filhos da luz (Efésios 5:8). A luz faz o contraste, a diferença num ambiente. Jesus nos chama não apenas para sair da escuridão, onde somos manipulados, enganados, escravizados, subservientes ao sistema, mas para sermos agentes de luz, faróis para iluminar o entendimento das pessoas e tirá-las do ambiente onde antes estávamos. É ir de um extremo ao outro. Onde há escuridão, há morte; onde há luz, há vida!

Voltar-se para Deus é dar as costas para o mundo. Voltar-se para a luz é dar as costas para as trevas, porque Deus é luz (I João 1:5). É preciso dar as costas ao passado, isso é ser radical. Ninguém pode receber o novo de Deus, permanecendo no que é velho. Um dos maiores medos do ser humano é a mudança. Pensar e fazer do mesmo jeito sempre é bem mais confortável. As coisas novas nos desafiam.

Os humildes recebem a luz

O apóstolo Paulo diz: “O deus desta era cegou o entendimento dos descrentes, para que não vejam a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus” (II Coríntios 4:4). Escuridão é o mesmo que uma cegueira interior. Muitos se recusam a admitir que estão cegos. O pior cego não é o que não quer ver, mas o que pensa que vê e não vê. O requisito para a cura não é apenas admitir a cegueira, mas querer enxergar, porque para muitos ser cego é mais confortável. O cego Bartimeu foi curado porque quis ser (Marcos 10:51). É essa consciência que faz a luz brilhar no coração.

Temos a mente formatada de acordo com nosso histórico de vida. Os orgulhosos dizem: “Eu tenho minha opinião formada”; os humildes dizem: “Eu tenho a minha opinião, mas, como não sou perfeito, admito que posso estar errado”. Estes são mais propensos a receber as novidades de Deus e uma nova cosmovisão. A Bíblia diz: “Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas!” (II Coríntios 5:17). As coisas novas surgem quando as antigas passam.

Existem os chamados “acumuladores”, que catam coisas velhas de tudo que é lugar e guardam em casa. Mas, em certo nível, a tendência de todos nós é guardar coisas desnecessárias no famoso “quarto da bagunça”. Todos nós temos uma “quarto da bagunça” em nossa alma. Uns acumulam bastante coisa lá, outros já entenderam que de vez em quando precisam fazer uma faxina. O que tem lá que você se recusa a jogar fora?

Não olhe para trás

O livro de Gênesis conta a história de uma mulher que não quis dar as costas para o passado. Ló e sua família moravam em Sodoma, que seria destruída por causa da sua maldade. Por isso enviou dois anjos para resgatá-los: “... Depressa! Leve daqui sua mulher e suas duas filhas, ou vocês também serão mortos… Assim que os tiraram da cidade, um deles disse a Ló: ‘Fuja por amor à vida! Não olhe para trás e não pare em lugar nenhum da planície! Fuja para as montanhas, ou você será morto!...’. Mas a mulher de Ló olhou para trás e se transformou numa coluna de sal (Gênesis 19:15-17, 26).

Sodoma e Gomorra representam o mundo onde vivemos, condenado pelo pecado. Essa destruição já existe, está na alma humana. Só tem um jeito de escapar: é dar as costas para as trevas e voltar-se para a luz (Jesus). Trata-se de renunciar o que é passageiro, que vai ser destruído, e voltar a atenção para o que é eterno. Todos nós temos renúncias a fazer: amor ao dinheiro, trabalho, pessoas, vícios, imoralidade, relacionamentos ilícitos… Qual será a sua renúncia? À semelhança da mulher de Ló, quem olha para trás paralisa, e não pode avançar para o novo de Deus. Dê ouvidos ao que o Senhor diz: “Fuja por amor à vida! Não olhe para trás e não pare em lugar nenhum…”.

Compartilhe em suas redes sociais