SÉRIE: SOB NOVO GOVERNO 2. A GRANDE MUDANÇA

“E Ele reinará para sempre sobre o povo de Jacó, o seu reino jamais terá fim” (Lucas 1:33).

O nascimento de Jesus não era apenas a promessa de um Messias que trazia salvação eterna, mas também a expressão de um reino, de um governo que ainda não estava tão claro aos homens. Ele estava inaugurando uma nova cosmovisão (concepção de mundo). Ele estava chamando homens a serem transformados e edificados a partir de valores distintos em relação aos padrões do mundo. O primeiro choque ocorre quando Israel percebe que esse Messias não chegou da maneira que eles estavam esperando. 

Esta percepção equivocada não é nova; ela também constrangeu os crentes da época, que, assim como em nossos dias, precisam viver uma metamorfose (transformação que ocorre na estrutura e nos hábitos, alteração de comportamento ou caráter – Michaelis). 

A exemplo de um embaixador, como descrito em 2 Coríntios 5:20, (representante diplomático de um governo junto a outro, alguém encarregado de missão pública ou pessoal - Michelis), a igreja foi incumbida de uma missão sobre a terra (Mateus 28:19, 20), assim como nosso Messias, cujo Reino jamais terá fim. Este processo de anunciar um Reino está totalmente ligado à forma como anunciamos esse Reino, pois este Reino, primeiro, está atuante dentro destes embaixadores. “...Porque o Reino (basileia - grego: domínio, governo, poder real de Jesus como Messias triunfante, do poder real e da dignidade conferida aos cristãos no Reino do Messias...) de Deus está dentro de vós” (Lucas 17:21 -ARA).

Mente, o território mais cobiçado do inimigo

Quem governa sua mente, governa sua força (Romanos 12:2 e Efésios 4:23).

Uma das táticas de guerra é levar o inimigo a “pensar” que não terá chance de vitória. “Golias parou e gritou às tropas de Israel: Por que vocês estão se posicionando para a batalha? Não sou eu filisteu, e vocês os servos de Saul? Escolham um homem para lutar comigo. Se ele puder lutar e matar-me...” (1 Samuel 17:8,9a - NVI). A diferença entre Saul e seu exército e Davi, era conhecer o poder da fé em ação, em um Rei que jamais será derrotado, então, na sua linguagem aparece o poder da convicção de uma mente fortalecida por conhecer o Deus da aliança. “E Davi ao filisteu: Você vem contra mim com espada, com lança , com dardo, mas eu vou contra você em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem você desafiou” (1 Samuel 17:45 - NVI). Sua declaração aponta para sua visão. Davi não olhou para sua condição, mas estava com a mente firmada na presença de quem conhecia; essa influência gerou força e habilidade para lutar as batalhas do Senhor. Davi sabia muito bem que não tinha força suficiente para vencer leões e ursos por si só, mas tinha a mente governada pela certeza de que Deus era com ele. Sua maneira de enxergar os desafios e responder a eles era distinta dos demais ao seu redor.  

O Reino muda nossa mente e nossa linguagem.

À medida que alguém se envolve com o Reino do céu, seu interior começa a passar por um saneamento; isto estabelece não apenas uma fé que olha para o futuro, mas instiga a obras que constroem o padrão deste Reino aqui mesmo na terra e nesta geração. Ações práticas de transformação social começam a fazer sentido, a misericórdia ativa, o amor genuíno, a unidade com outros que comungam do mesmo estilo de vida; sim, o evangelho é estilo de vida que edificam obras que atingem pessoas que são alvo do amor incondicional. A igreja é o agente deste Reino. Quando o céu passa a mover-nos, o mundo perde sua influência, e então, uma linguagem profética nasce e estabelece ações reais. “Portanto, já que vocês ressuscitaram com Cristo, procurem as coisas que são do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus. Mantenham o pensamento nas coisas do alto, e não nas coisas terrenas. Pois vocês morreram, e agora a sua vida está escondida com Cristo em Deus” (Colossenses 3:1-3 - NVI).

A decisão está em nossas mãos.

Nós declaramos aquilo que está em nosso coração, e o reino que domina nosso interior estará evidente em nossa fala e consequentemente em nosso procedimento, pois ambos caminham juntos. “O homem bom, do seu bom tesouro, tira coisas boas, e o homem mau, do seu mau tesouro, tira coisas más” (Mateus 12:35 - NVI). Em Atos 2 uma promessa se cumpriu, o Espírito Santo foi derramado e agora somos testemunhas deste Reino; nossa postura profética deve nos acompanhar; não estamos buscando uma vitória, lutamos a partir dela. “A cruz é o sinal profético e a obra consumada dessa vitória; Cristo venceu, e agora lutamos a partir do que Ele conquistou.”

Somos parte de um Reino. “Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça… (Mateus 6:33 - NVI).

 

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