Ainda tem chance!

(Lucas 13:6-9)

 

Deus não concorda com esterilidade. Na criação do homem, o texto sagrado diz: “Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Deus os abençoou, e lhes disse: Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra!” (Gênesis 1:28).  O sinal da bênção seria a fertilidade, e esta os levaria a reproduzir a imagem de Deus que estava neles. Adão e Eva não apenas reproduziriam filhos biológicos, mas filhos semelhantes a Deus (v.26), filhos do próprio Deus, descendência divina, que encheria toda a terra com a Sua glória.

Mas o pecado entrou no mundo e trouxe a esterilidade. Em Deuteronômio 28 uma das consequências de não obedecer ao Senhor está no v.62: “Vocês, que no passado foram tantos quanto as estrelas do céu, ficarão reduzidos a um pequeno número, porque não obedeceram ao Senhor, o seu Deus”.  

 

O resgate do plano original

A figueira estéril refere-se a Israel, mas também à Igreja. O plano original de Deus é a fertilidade. Está nascendo um novo tempo para que a esterilidade da Igreja seja curada: “Cante, ó estéril, você que nunca teve um filho; irrompa em canto, grite de alegria, você que nunca esteve em trabalho de parto; porque mais são os filhos da mulher abandonada do que os daquela que tem marido, diz o Senhor” (Isaías 54:1).

Deus quer que produzamos fruto, pois nos criou com um propósito. Jesus disse: “Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça, a fim de que o Pai lhes conceda o que pedirem em meu nome” (João 15:16). A fertilidade atrai a bênção; é a condição para que as nossas orações sejam respondidas!

 

A figueira está sempre no lugar certo

A parábola diz que um homem tinha uma figueira plantada em sua vinha. Ao procurar fruto nela não achou nenhum (v.6). Ao que parece a figueira estava no lugar errado, em meio a uma vinha, mas não estava! Muitas vezes nos sentimos no lugar errado, e usamos isso como desculpa para não frutificar. Mas foi lá que Deus nos colocou, e é lá que devemos frutificar. Quem não frutifica no lugar onde está não frutificará em outro. Têm pessoas que querem ser enviadas como missionárias para outro lugar sem nunca terem frutificado na igreja local. Isso é uma tremenda incoerência!

 

O propósito é o fruto

Uma figueira existe com a finalidade de produzir fruto. O dono da figueira disse: “Corte-a! Por que deixá-la inutilizar a terra?” (v.7). Se não produz está ocupando inutilmente a terra. Isso fala do nosso propósito de existência. Embora tenhamos “órgãos reprodutores” espirituais ao recebermos o Espírito Santo, não reproduzimos automaticamente. Foi por isso que Jesus ordenou: “Vão e façam discípulos...” (Mateus 28:19). Reproduzir, portanto, é uma questão de obediência. Fazer discípulos requer intencionalidade. Existimos para a glória de Deus, e o que O glorifica é que produzamos fruto: “Meu Pai é glorificado pelo fato de vocês darem muito fruto; e assim serão meus discípulos” (João 15:8). A ordem do dono da vinha foi: “Corte-a”. O Dono é Deus e o viticultor é Jesus.

 

O tempo da oportunidade

Então o viticultor disse: “Senhor, deixe-a por mais um ano, e eu cavarei ao redor dela e a adubarei” (v.8). Jesus está intercedendo por nós diante do Pai a fim de acharmos graça e recebermos mais uma chance! No discipulado somos os instrumentos de Deus para ajudar o discípulo a frutificar. Não podemos nos conformar com a esterilidade, mas também não simplesmente exigir que ele produza. O discípulo precisa ser ensinado.

Quem tem a autoridade para cortar não somos nós, somente Deus. Nossa parte é sempre crer e ajudar. A família de Deus é uma comunidade de cooperação mútua. Os mais velhos ajudam os mais novos, e todos incentivam uns aos outros. O alvo é que todos se tornem frutíferos, por isso é preciso paciência e perseverança no igual cuidado uns dos outros: “A fim de que não haja divisão no corpo, mas, sim, que todos os membros tenham igual cuidado uns pelos outros” (I Coríntios 12:25). Igreja não é lugar de pressão, cobrança, julgamento ou condenação, mas um lugar de estímulo. Toda esterilidade tem cura, e todos nós, cheios da misericórdia de Deus, ajudamos uns aos outros a crescer e promover cura. Nunca pode ser nosso desejo que alguma figueira seja cortada; assim como também esse não é o desejo de Deus.

Deus procura pelo fruto e não apenas folhas. As folhas podem até identificar a árvore, mas é o fruto que determina se a árvore é saudável. Deus quer que sejamos árvores saudáveis, que reproduzam a Sua essência para cumprir o propósito de encher a terra. Se não tem fruto, não tem propósito! Deus está nos dando a oportunidade de escavar e colocar adubo. O discipulado precisa ter um objetivo: produzir fruto. Esse é o discipulado verdadeiro e não aquele que gera apenas frequentadores. O trabalho é árduo, mas o resultado é certo. A figueira vai produzir muito fruto. Amém!


 

Assista o culto completo

https://www.youtube.com/watch?v=tRniGDlfPho

 

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