Relacionamentos Inabaláveis

RELACIONAMENTOS INABALÁVEIS

 

“Irmãos, se alguém for surpreendido em algum pecado, vocês, que são espirituais, deverão restaurá-lo com mansidão. Cuide-se, porém, cada um para que também não seja tentado”  (Gálatas 6:1).

Todos nós nascemos da união entre um homem e uma mulher. Ou seja, bem ou mal, disfuncional ou não, temos uma família. Assim também, quando alguém nasce de novo, nasce numa família espiritual (Igreja local). Agora somos membros da família de Deus (Efésios 2:19). Na família nosso caráter é forjado e crescemos em maturidade.

Quando entendo que foi Deus quem me colocou na família que estou, adquiro o senso de pertencimento. E se eu me comporto como alguém que pertence à família, vou honrá-la em qualquer circunstância e me sentir honrado por fazer parte dela. Acontece que em toda família existem conflitos, pois todos são imperfeitos, inclusive os líderes! Esta é a justificativa dos que vivem pulando de igreja em igreja. Começam entusiasmadas, mas depois reparam nos defeitos dos outros, se ofendem e saem.

Isto ocorre porque na família, todos, inevitavelmente, começam a crescer no conhecimento. Quando não se toma cuidado, a pureza e a inocência do início se perdem! Paulo diz: “O conhecimento traz orgulho, mas o amor edifica. Quem pensa conhecer alguma coisa, ainda não conhece como deveria” (I Coríntios 8:1-2). O amor é a prática do conhecimento, a verdadeira sabedoria. Conhecimento sem amor provoca críticas e julgamento. Paulo também diz: “... Com respeito ao mal, sejam crianças; mas, quanto ao modo de pensar, sejam adultos” (I Coríntios 14:20).   

 

Quem ama restaura

O texto de Gálatas 6:1 nos ensina que devemos confrontar nosso irmão quando ele peca. Na verdade, o confronto é uma prova de amor! Porém, o alvo é sempre a restauração, nunca a exclusão. Comportamentos inadequados precisam ser confrontados, mas com espírito de mansidão, sem hostilidade e julgamento. Portanto, só os que são os espirituais é que podem fazer isso!

A palavra grega para “restaurar” é katartidzo, que significa “ajustar”, “encaixar”, “adequar”, “consertar”, “reparar”, “aperfeiçoar”, “unir perfeitamente”, “preparar”. Quando Jesus chamou Seus primeiros discípulos, Ele os encontrou consertando suas redes - “Indo adiante, viu outros dois irmãos... Eles estavam num barco com seu pai…, preparando a suas redes…” (Mateus 4:21). A palavra “preparando” é a mesma - katartidzo. Foi quando Jesus os chamou para serem pescadores de homens! O chamado era para ligar as pessoas umas às outras, a fim de que as conexões entre elas fossem fortes e os peixes (pessoas) não se perdessem. Nosso trabalho é ligar e não separar, é manter essa “rede” sem rasgos e furos em sua malha, para que ninguém se perca!

 

Os humildes se ajudam

“Cuide-se, porém, cada um para que também não seja tentado”. Quem julga e condena os outros demonstra estar cheio de justiça própria. E este é o grande perigo, porque Deus resiste aos soberbos. Ele dá graça somente aos humildes (Tiago 4:6).  

Jesus nos ensinou acerca de ajudar uns aos outros: “... Pode um cego guiar outro cego? Não cairão os dois no buraco?... Por que você repara o cisco que está no olho do seu irmão e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho?... Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão” (Lucas 6:39, 41-42). Paulo diz que só os espirituais é que podem promover restauração. Quem são estes? São os que já tiraram a viga do seu próprio olho, então podem ver claramente para ajudar o irmão a tirar o cisco do seu. Todos nós, sem exceção, temos pontos cegos em nossa vida e precisamos da ajuda de alguém para tirar o cisco do nosso olho!

Porém, aquele que quer corrigir os outros sem se corrigir a si mesmo é considerado hipócrita. Muitos, com base neste versículo, não se arriscam a corrigir ninguém. Estão errados! É responsabilidade de quem está ao lado fazer isso. Omissão é pecado. A condição, porém, é ir com mansidão e humildade, e não com espírito acusador.

Os conflitos sempre existirão, pois somos diferentes uns dos outros e cheios de defeitos. Paulo diz: “Pois é necessário que haja divergências entre vocês, para que sejam conhecidos quais dentre vocês são aprovados” (I Coríntios 11:19). As divergências denunciam nossa alma e refletem nossa disposição de sermos tratados ou não. Os conflitos nos ensinam a fazer renúncias, amar incondicionalmente, tolerar as faltas uns dos outros, calar, pedir perdão, perdoar, não exigir nossas razões, etc.

Nossos relacionamentos serão inabaláveis quando formos fiéis a nossa família espiritual. Fidelidade é fruto da humildade. Se somos membros de um mesmo corpo, jamais vamos prejudicar um membro, pois estaríamos prejudicando a nós mesmos! Isto é senso de pertencimento!

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