Religiosidade ou Cristo

De onde surge a religiosidade, se não da própria religião? Mas, o que é exatamente religiosidade? 

 

Entendendo a religião, segundo a palavra de Deus

 

A palavra “religião” vem do  termo latim “religare”, que significa religar o homem a Deus. Este, que estava afastado pelo pecado, é agora por meio desta vivência, recolocado em relacionamento com o Criador. 

Em Tiago 1:27, aparecem algumas características claras daqueles que possuem um real relacionamento com Deus. Primeiro, não são apenas ouvintes da palavra de Deus, mas suas atitudes pessoais refletem a fé que proclamam, são as boas obras. Segundo, a postura de santificação os distingue das práticas mundanas e pecaminosas. Pessoas que não se inclinam ao pecado e buscam a cada dia serem mais parecidas com Jesus.

A religiosidade se torna então, um produto derivado e nocivo de algo que se inicia tão puro, quanto é o relacionamento do homem com Deus. 

Ao exemplo de Paulo em Filipenses 3:3-8, que percebeu que todo seu empenho em se tornar um mero religioso, não o aproximava de Deus, mas o fazia ainda mais distante do Senhor e também um observador de preceitos construídos pelos homens. Paulo poderia dizer, minha linhagem é crente, meu nascimento me dá direito de heranças espirituais e como aluno de dogmas religiosos o melhor, entretanto por causa de Cristo, atribui tudo isso a nada, entende que isso não o aproxima de Deus.

 

Características da religiosidade

 

  1. Anula a relevância  do evangelho 

Atos 17:22, nos traz um relato claro de que os atenienses eram muito religiosos, ou na verdade supersticiosos, igualando o único Deus a todas as suas crenças falsas e frágeis e em pseudos deuses, que nada podem fazer.

Estudiosos, mencionam que nessa época em Atenas era mais fácil encontrar um deus do que um homem, e isso se repete nos dias de hoje de maneira mais ampla.

O ser humano é dotado de um vazio, que só é preenchido pela presença do Pai. Isso é altamente combatido com a ideologia de que precisamos fazer parte de alguma instituição religiosa e que participando dos rituais, dos programas e terceirizando o serviço santo via ofertas, estamos muito bem.

Somos tentados a adorar figuras públicas e denominações, com o intuito de nos sentir parte de algo que sugira certa espiritualidade e nos faça sentir que estamos “cumprindo” nossas obrigações com Deus. Mas na verdade, estamos tão distantes de um pleno relacionamento com nosso Amado Senhor, que não vemos mais essa diferença.

 

  1. Perverte os princípios da palavra de Deus (v. 3-6).

A tendência da prática da religiosidade transgride os princípios divinos e anula a verdade do evangelho. 

O lavar as mãos estava ligado à higiene, enquanto essa prática fora conduzida a ser o processo de um ritual religioso que se observava como parte de purificação, caso alguém houvesse tido contato com algum pagão (que não professa a mesma fé em Deus). Assim, agiam de maneira tão legalista, mas permitiam quebrar um dos maiores mandamentos, honrar pai e mãe (Êxodo 20:12).

 

  1. Afasta as pessoas de um real relacionamento com Deus (v. 8-9).

A religiosidade se torna nociva, pois anula a possibilidade de um relacionamento íntimo com Deus, sendo apenas motivado às práticas de rituais e penitências que nos afastam ainda mais da verdade, que é Jesus. Sendo assim, invalidada a palavra pelo esquecimento, reinterpretação, racionalização, ignorância e a simples desobediência.

 

  1. Impede que nosso coração seja purificado (v. 11-13).

A pureza é assunto do Espírito Santo. É Ele que vai nos convencer do pecado, justiça e juízo. Mas o mero cerimonialismo e formalismo não permitem que sejamos tocados em nosso íntimo e venha remover as escamas de nossos olhos.

Em Tiago 3:6-12, fica claro que aquilo que contamina é o que está no íntimo do coração e nos torna impossibilitados de nos aproximarmos de Deus, ou seja, o pecado (Isaías 59:1-3).

 

  1. Produz cegueira (v.13-14).

Jesus não altera sua doutrina em favor de pessoas. Aqueles que não se ajustam ao evangelho estão fora da verdade. Uma das inúmeras dificuldades de alguém que sofre de cegueira é o risco de cair e se machucar. Algo aqui mencionado pelo Senhor, como o ato de viver e ensinar conceitos errados, e não somente viver mas ainda fomentar erros a outros, ou seja, ambos vão se perder. Essa cegueira produz frieza e incredulidade, que passa a governar a mente e a alma daqueles a quem esta domina.

 

Religiosidade ou Cristo

 

 Jesus de Nazaré confronta a prática da religiosidade.

 

  1. Religiosidade é julgadora: Fariseu e o publicano (Lucas 18:9-14).

  • Cristo não veio julgar, veio salvar (João 3:17). Devemos assumir a mesma postura de proclamadores da graça e não de sermos juízes.

  • A religiosidade vive de aparências e ama hierarquia (Mateus 23:1-12). Não devem ser imitados, pois atam fardos muito pesados, praticam obras com fim de serem vistos, amam os lugares em banquetes, fazem longas orações e querem ser chamados de mestres pelos homens.

 

B) Cristo, exemplo de servo (Mateus 20:28).

 

  • A religiosidade se une para matar Cristo (Mateus 21:45-46). 

 

Fariseus - grupo de judeus muito religiosos, que se dedicavam a obedecer toda a lei de Deus e a interpretar as escrituras, que hoje chamamos de velho testamento. Foram eles que criaram as sinagogas, que se tornaram o modelo para a igreja atual ensinar a palavra de Deus. Os fariseus foram condenados pela hipocrisia.

Saduseus - uma elite religiosa de sacerdotes que controlavam tudo que acontecia no templo e tinham grande influência política. Para estes, somente o pentateuco tinha autoridade divina, e criam que podiam incorporar ideais gregos no judaísmo. Foram condenados por não crerem na ressurreição.

Estes dois grupos  se afastaram de Deus e tinham prioridades erradas, mas se uniram para matar Jesus de Nazaré. 

 

Conclusão

 

Somos religiosos ou discípulos de Jesus? Ou melhor, quanto de religiosidade ainda existe dentro de cada um de nós?

É impossível receber  a mente de Cristo sem passarmos pela Cruz, essa cruz que nos dá a vida, também  nos mortifica todos os dias e nos permite sermos transformados à semelhança de nosso mestre.

Precisamos renunciar a frieza, a incredulidade, a indiferença causada pela religiosidade em nossa vida e vivermos a plenitude de Cristo em nós.

A cruz é muito dolorida, ela vai deixar marcas sim, mas nos levará à eternidade. Eu escolho Cristo e você?

Baixe a
apresentação