Uma mãe nunca esquece

“Haverá mãe que possa esquecer seu bebê que ainda mama e não ter compaixão do filho que gerou? Embora ela possa esquecê-lo, eu não me esquecerei de você! Veja, eu gravei você nas palmas das minhas mãos…” (Isaías 49:15-16).

Toda mãe tem um amor especial pelo filho. Ela o ama quando ninguém mais ama! Por pior que ele seja, a mãe sempre nutre um inexplicável sentimento de carinho, afeto e proteção. É um amor acima da lógica e da razão. Por mais que um filho possa se rebelar e desencaminhar para o mal, ela continua acreditando nele, na esperança de que volte. É indesistível, insistente, investe tudo o que pode, até ao ponto de dar a própria vida, se for preciso, para que ele esteja bem.

O site Minha Vida publicou um artigo em 20.01.2011 com o título “Estudos Comprovam a Existência do Instinto Maternal”, que aborda um estudo feito pela Universidade de Oxford em 2009. O artigo diz: “... Foi descoberta uma região no cérebro que é responsável pelo instinto maternal... Esse instinto tem a ver com querer proteger e suprir a necessidade de alguém, com sentir impulso e sair correndo para salvar a vida do seu filho e, tendo em vista este objetivo, fazer tudo o que for preciso... Uma das explicações desse gesto instintivo de proteção da mulher acontece após o parto, quando o hormônio da ocitocina, somado com a progesterona, estrogênio e prolactina provocam um misto de sensação de bem estar e disposição para cuidar... Muitos casos têm sido narrados em que mães estão distantes de seus filhos quando, de repente, sentem ‘algo diferente’. Seria uma espécie de pressentimento, uma corrente elétrica por suas células... Esse sentimento teria origem numa sintonia fina entre mãe e filho... O instinto maternal revela um pacto de compromisso em que um ser mais capacitado ou evoluído presta auxílio a um outro em estágio de aprendizagem. Algo que a  ciência começa a comprovar, mas que só a natureza pode explicar”.

 

A compaixão de Deus

Nosso Deus Se apresenta como alguém que, à semelhança de uma mãe, tem compaixão e nunca esquece do seu filho - “Haverá mãe que possa esquecer seu bebê que ainda mama e não ter compaixão do filho que gerou?...” (Is 49:15). A palavra “compaixão”, no hebraico, é haram, que significa “acariciar”, “amar”, “especialmente apiedar-se de…”, “compadecer-se”... “A palavra retrata uma simpatia profunda e gentil e uma tristeza sentida por outra pessoa que passa por aflição ou infortúnio, acompanhadas por um desejo de aliviar o sofrimento” (Dicionário do AT). Esquecer é o contrário, é não dar importância e ficar alheio ao sofrimento. Deus criou o homem à Sua imagem e semelhança. O ser humano foi formado por Suas mãos e recebeu do Seu fôlego, ou seja, foi tirado do próprio Deus! Assim como uma mãe sempre sente que o filho é um pedaço dela, pois foi tirado do seu ventre, também Deus tem esse coração. Ele não pode rejeitar o que saiu dEle mesmo.

E o texto diz que o amor dEle é ainda maior do que o de uma mãe: “... Embora ela possa esquecê-lo, eu não me esquecerei de você!”. Nosso Deus é compassivo, como uma mãe, por isso nunca esquece dos Seus filhos. Porém, esse amor e compaixão vão além disso, abrangem toda a humanidade, pois Ele quer que todos se tornem filhos - “... Para que vocês venham a ser filhos de seu Pai que está nos céus. Porque ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos” (Mateus 5:45). 

 

A graça de Deus

“Graça” é um favor imerecido. A humanidade se tornou desobediente e rebelde, mas Deus continua amando, com um amor inexplicável, como o de uma mãe, sempre na esperança de que o filho volte! Tito diz: “Porque a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens” (Tito 2:11). A completa expressão da graça de Deus está em Cristo Jesus, o Messias, quando Ele foi crucificado e morto em nosso lugar - “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). Assim como uma mãe está pronta a dar a vida pelo filho, mesmo sendo mau, também Cristo deu Sua vida por nós! 

Por isso o texto de Isaías diz: “Veja, eu gravei você nas palmas das minhas mãos…” (49:16). Embora, muito provavelmente, o texto não esteja se referindo à cruz, podemos bem aplicar essa expressão às marcas, ou cicatrizes dos cravos nas mãos de Jesus! Sempre que Ele olha para as Suas mãos, Ele Se lembra de nós. Aquelas cicatrizes fomos nós que fizemos, e elas são reais: “E Jesus disse a Tomé: ‘Coloque o seu dedo aqui; veja as minhas mãos. Estenda a mão e coloque-a no meu lado. Pare de duvidar e creia’” (João 20:27). O que Ele espera de nós agora é que creiamos no Seu amor e o recebamos!

A questão não é mais com Ele, é conosco. Quantos rejeitam o amor de sua mãe, a abandonam e até hostilizam! É um reflexo da ingratidão à graça de Deus. No entanto, Deus nunca mais poderá reverter a aliança; as marcas em Suas mãos são para sempre. Filhos, portanto, são os que não O rejeitam, e reconhecem sua filiação por meio de Cristo - “Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus” (João 1:12).

 

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